
Uma mulher morreu após ser atropelada na madrugada desta quarta-feira (26), na Rodovia Presidente Dutra , em Guaratinguetá , no interior de São Paulo. O acidente aconteceu por volta das 4h05, na altura do km 63,6, no sentido Rio de Janeiro.
Segundo o boletim de ocorrência obtido pelo iG, a vítima estava sobre a pista, próxima à faixa da esquerda e ao canteiro central, quando foi atingida por um carro que seguia pela rodovia.
A mulher ainda não havia sido identificada quando o registro policial foi elaborado. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Guaratinguetá para exame necroscópico.
Motorista permaneceu no local
De acordo com o registro, o motorista continuou no local após o atropelamento. A mulher que estava no banco do passageiro também permaneceu na área e acionou o serviço de emergência.
Equipes da concessionária responsável pela rodovia realizaram manobras de reanimação na vítima durante aproximadamente 40 minutos, mas ela não resistiu. A morte foi constatada por um médico.

O motorista contou à polícia que, depois de fazer uma curva, encontrou repentinamente a mulher sobre a pista e não teve tempo suficiente para evitar o atropelamento.
Trecho tinha pouca visibilidade
Um policial rodoviário federal ouvido no registro afirmou que o atropelamento aconteceu logo depois de uma curva à esquerda. Como ainda estava escuro, a visibilidade no trecho era reduzida.
Segundo o depoimento, a vítima estava próxima ao canteiro central. O policial também informou que não existe passarela nas proximidades imediatas do ponto do acidente, embora haja um túnel mais adiante utilizado por alguns pedestres.
A passageira que estava no carro relatou que os ocupantes conversavam normalmente quando, logo após a curva, o motorista percebeu a presença da pessoa na pista. Segundo ela, o impacto aconteceu muito rapidamente e o trecho estava bastante escuro.
Bafômetro deu negativo
O condutor foi submetido ao teste do bafômetro, que apresentou resultado de 0,00 mg/L. Conforme o boletim, ele também não apresentava sinais de embriaguez ou alteração da capacidade psicomotora.
Ainda segundo o relato apresentado à polícia, o carro conseguiu parar cerca de 500 metros depois do ponto do atropelamento. O motorista afirmou que havia uma carreta trafegando ao lado do veículo no momento em que percebeu a vítima, o que teria dificultado uma manobra para desviar.
Investigação vai apurar as circunstâncias
Apesar de o caso ter sido registrado inicialmente como homicídio culposo na direção de veículo automotor, a Polícia Civil ressalta que a investigação ainda está no começo.
O delegado responsável pelo plantão afirmou que não há, até o momento, elementos suficientes para determinar de forma definitiva como o acidente aconteceu ou se houve responsabilidade penal do motorista.
A polícia aguarda os laudos do Instituto de Criminalística, que analisará o local e o veículo, além do exame necroscópico realizado pelo IML. Esses documentos devem ajudar a esclarecer a dinâmica do atropelamento e os fatores que levaram à morte da mulher.