
Uma bebê de apenas dois meses foi encontrada em situação de vulnerabilidade no bairro Condomínio Coronel, na região do Nova Veneza, em Sumaré, no interior de São Paulo. A mãe, de acordo com a Polícia Civil, foi presa em flagrante por suspeita de maus-tratos .
O caso foi registrado na segunda-feira (10) e veio à tona nesta terça-feira (11), após uma denúncia anônima mobilizar o Conselho Tutelar e a Polícia Militar.
Segundo o boletim de ocorrência, a criança não tinha registro civil, estava visivelmente abaixo do peso e possuía diagnóstico de sífilis, além de sequelas neurológicas.
Denúncia levou equipe até a residência
A situação foi descoberta depois que uma conselheira tutelar recebeu uma denúncia anônima e foi até o imóvel onde a bebê estava.
Diante das condições encontradas, a Polícia Militar foi acionada. A criança foi retirada do local e passou a receber atendimento das autoridades responsáveis pela proteção de menores.
A delegada Nathalia Cabral, da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Sumaré, informou que documentos apresentados ao Conselho Tutelar também apontam a presença de traços de cocaína no organismo da bebê.
Mãe teria outros cinco filhos
Durante o atendimento, a mãe afirmou que não havia feito o registro da filha porque seu documento de identidade era antigo. Ainda segundo a Polícia Civil, a mulher declarou ser usuária de entorpecentes.
A delegada também relatou que a suspeita disse ter outros filhos, mas não soube informar quantos eram nem onde eles estavam.
Uma conselheira tutelar, entretanto, confirmou que a mulher teria outros cinco filhos além da bebê de dois meses.
Criança teria ficado sozinha
Conforme o relato apresentado pela delegada, a mãe deixava a criança sozinha para sair de casa e ir a uma "biqueira", termo usado para identificar locais de venda de drogas.
A mulher foi presa em flagrante e encaminhada para a Cadeia Pública de Monte Mor, onde permaneceu à disposição da Justiça.
Bebê ficará sob proteção do Conselho Tutelar
A bebê será acolhida pelo Conselho Tutelar de Campinas. Até a última atualização das informações, não havia confirmação sobre uma eventual internação nem sobre qual unidade de saúde teria recebido a criança.
O caso será investigado pela Polícia Civil, que deverá apurar as circunstâncias em que a bebê vivia e as responsabilidades pelos possíveis maus-tratos.
A situação também deverá ser acompanhada pela rede de proteção à infância, responsável por avaliar as medidas necessárias para garantir a segurança e o atendimento da criança.