
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) vai reforçar a fiscalização dos voos panorâmicos realizados no Rio de Janeiro . A medida, foi tomada após uma onda de acidentes que aconteceram na cidade e geraram cobranças por parte da Prefeitura.
Inclusive, é provável que a Anac faça ações conjuntas com a Prefeitura do Rio para aumentar o controle e reforçar a segurança das operações aéreas.
Nessas novas medidas, a Anac deve intensificar a verificação das condições das aeronaves, dos pilotos e das empresas que atuam no segmento de Serviços Aéreos Especializados (SAE), com prioridade nos voos panorâmicos que, em média, acontecem quase 70 vezes por dia na capital fluminense.
Relembre os casos
Só em 2026, no dia 17 de janeiro, um Major da Força Aérea Brasileira (FAB), um capitão do Corpo de Bombeiros e um instrutor de voo morreram após a queda de um helicóptero em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Poucos meses depois, no dia 14 de junho, Seis pessoas, incluindo o rapper americano Oliver Tree, morreram após o choque de dois helicópteros, no Recreio dos Bandeirantes, Zona Sudoeste do Rio de Janeiro .
Neste último final de semana, no sábado (8), mais um helicóptero caiu em uma região de mata, próxima a Vista Chinesa, no Maciço da Tijuca, matando quatro pessoa (três turistas colombianos e o piloto), todos carbonizados pela explosão no momento da queda, segundo o Corpo de Bombeiros.

Sequência gerou cobranças da Prefeitura
Enquanto o Corpo de Bombeiros atendia a ocorrência de queda na Vista Chinesa no último sábado, o Prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Cavaliere esteve no local e, ao falar com a imprensa, cobrou maior atuação da ANAC na fiscalizações das aeronaves:
De forma mais veemente, o Caveliere relembrou os casos recentes e defendeu a suspensão temporária dos voos panorâmicos na cidade.