
Um grupo de 15 pinguins estreou a época de solturas após reabilitação em Florianópolis na última quinta-feira (30). O grupo devolvido ao mar foi resgatado anteriormente após encalharem durante migração . Após semanas de cuidados veterinários, os animais foram devolvidos ao mar na Praia do Moçambique.
Segundo a Associação R3 Animal, que conduz o Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) na capital catarinense, os pinguins foram resgatados com sinais de exaustão e desnutrição em diversas praias de Florianópolis.Após semanas de cuidados veterinários para reabilitação, o grupo foi a primeira leva de soltura deste inverno. Assista abaixo o vídeo com o retorno dos pinguins para a natureza:Neste primeiro grupo, todos eram jovens, o que indica que possivelmente estavam realizando a primeira migração de suas vidas, saindo da Patagônia, na Argentina. Outros três animais que faziam parte do mesmo grupo de reabilitação seguem sob cuidados.
Quatro deles estavam em Canasvieiras, no dia 31 de maio. Outros sete, inclusive, foram resgatados juntos em outra praia, o que surpreendeu as equipes, já que os animais costumam encalhar sozinhos.

Como funciona a reabilitação?
Os pinguins foram encaminhados ao Centro de Reabilitação da R3 Animal após o resgate, onde receberam tratamento veterinário por cerca de dois meses.
Os cuidados incluem aquecimento para regular a temperatura corporal, hidratação, alimentação para ganho de peso e natação para garantir o condicionamento físico e a impermeabilização das penas.
Após estarem saudáveis e aptos para sobreviver na natureza, eles se juntam a outros pinguins reabilitados para retornar ao oceano em grupo.
Por que os pinguins encalham?
Durante o outono e inverno, os pinguins-de-Magalhães saem das colônias reprodutivas na Patagônia, Argentina, em busca de águas mais quentes, onde há maior oferta de alimentos, como no litoral brasileiro entre as regiões Sul e Sudeste.
Neste deslocamento é esperado que muitos indivíduos mais jovens, ainda inexperientes, se percam do bando e encalhem nas praias. Ações humanas como poluição marinha e interações não intencionais com pesca podem agravar a situação.
Em Florianópolis, 4.550 pinguins-de-Magalhães já foram registrados na temporada de 2026, dentre vivos e mortos, segundo dados do PMP-BS/R3 Animal até 02 de agosto. Desse total, apenas 220 estavam vivos no momento do resgate, proporção considerada dentro da normalidade.