
As Forças Armadas dos Estados Unidos lançaram a 11ª noite consecutiva de ataques contra o Irã na madrugada desta quarta-feira (22), em meio à escalada do conflito no Oriente Médio.
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Pentágono confirma baixas militares
A nova onda de bombardeiros ocorre após o Pentágono confirmar a morte de mais um militar americano, elevando para 18 o total de baixas do país desde o início das hostilidades e o custo dos conflitos aumentaram.
Em meio ao avanço dos combates, o governo americano divulgou a identidade de um militar morto no Iraque e o nome do terceiro soldado vítima de um ataque iraniano a uma base na Jordânia. Com isso, sobe para quatro o número de militares americanos mortos nos últimos dias, elevando para 18 o total de baixas dos EUA desde o início da guerra.
Custos bilionários e impacto geopolítico
A dimensão financeira das ofensivas também entrou no centro do debate em Washington. Em depoimento aos legisladores americanas, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, informou que a guerra com o Irã já custou cerca de US$ 37,5 bilhões.
No entanto, fontes ligadas as forças especiais alertam que o v alor total acumulado pode ser significativamente maior do que o estimado oficialmente, segundo levantamento da CBS News.
A tensão ultrapassou as fronteiras do Oriente Médio e pautou a agenda diplomática na Ásia. Em discurso na abertura da reunião anual com ministros da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), em Manila, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, fez uma dura alerta sobre as intensões iranianas de controlar e cobrar pedágio no Estreito de Ormuz.
Segundo Rubio, a exigência do governo iraniano ameaça a economia mundial e viola o princípio da liberdade de navegação internacional.
Se criarmos um precedente no Oriente Médio em que um Estado-nação possa decidir controlar uma via navegável internacional, cobrar pedágio e, caso o pagamento não seja efetuado, explodir os navios, teremos criado um precedente muito perigoso que se repetirá em outras partes do mundo afirmou Marco Rubio
Tensão na Ásia e alianças regionais
Apesar do alerta pelos países membros da ASEAN quanto à devastação provocada pela retomada da guerra no Oriente Médio, Rubio reforçou o compromisso de Washington com os aliados asiáticos, afirmando que os EUA continuam "100% ao lado da ASEAN".
A declaração ocorre em um contexto de cooperação reforçada entre os parceiros do Quad (bloco formado por Estados Unidos, Austrália, Índia e Japão), que monitoram de perto os desdobramentos da Crise no Oriente Médio e seus reflexos no comércio e nas rotas marítimas globais.