Eclipse solar total
NASA/Keegan Barber
Eclipse solar total

O eclipse solar  total de 12 de agosto de 2026 já tem horário e rota definidos. O fenômeno será visto em sua totalidade na Groenlândia, Islândia, Espanha, Rússia e em uma pequena área de Portugal, enquanto o Brasil ficará praticamente fora da área de observação. De acordo com a NASA, o momento de máxima cobertura ocorrerá às 17h46 (UTC).

Segundo a agência espacial norte-americana e a plataforma especializada Time and Date, o eclipse parcial terá início às 15h34 (UTC). A fase de totalidade começará às 16h58 (UTC), alcançará seu ápice às 17h46 (UTC) e terminará às 18h34 (UTC). O fenômeno se encerrará completamente às 19h57 (UTC).

Esses horários são divulgados em UTC (Tempo Universal Coordenado), padrão internacional utilizado por observatórios e instituições científicas. Para descobrir o horário local, basta considerar o fuso horário de cada país.

Na Espanha continental, onde agosto ocorre durante o horário de verão europeu (UTC+2), o eclipse atingirá o máximo por volta das 19h46. Em Portugal continental (UTC+1), o pico acontecerá aproximadamente às 18h46. Já na Islândia, que utiliza o próprio UTC durante todo o ano, o momento máximo será às 17h46.

A Groenlândia possui diferentes fusos horários, por isso o horário varia conforme a região. Em todas as áreas atravessadas pela faixa de totalidade, porém, o eclipse será observado durante a tarde.

Um mapa mostra onde um eclipse solar será visível em 12 de agosto de 2026. A faixa vermelha que cruza a Groenlândia, a Islândia e a Espanha indica onde um eclipse solar total poderá ser visto. As curvas amarelas no mapa mostram onde um eclipse parcial será visível, e as porcentagens indicam a área máxima do Sol coberta pela Lua durante o eclipse ao longo dessas linhas
Estúdio de Visualização Científica da NASA
Um mapa mostra onde um eclipse solar será visível em 12 de agosto de 2026. A faixa vermelha que cruza a Groenlândia, a Islândia e a Espanha indica onde um eclipse solar total poderá ser visto. As curvas amarelas no mapa mostram onde um eclipse parcial será visível, e as porcentagens indicam a área máxima do Sol coberta pela Lua durante o eclipse ao longo dessas linhas


No Brasil, o horário correspondente ao pico do eclipse será diferente conforme o estado, mas isso não significa que o fenômeno poderá ser observado. Como a sombra da Lua não passará pelo país, praticamente todo o território brasileiro ficará fora da área de visibilidade.

Para quem vive em cidades que seguem o horário de Brasília (UTC−3), como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Porto Alegre, Salvador, Recife e Fortaleza, o horário equivalente ao máximo do eclipse será 14h46.

Nos estados com UTC−4, como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Roraima e grande parte do Amazonas, o horário correspondente será 13h46. Já no Acre e no extremo oeste do Amazonas (UTC−5), o equivalente será 12h46.

Segundo os mapas da NASA, o Brasil não está na faixa de totalidade. A plataforma Time and Date indica que apenas uma pequena área do extremo norte do país poderá registrar um eclipse parcial muito discreto, com uma cobertura mínima do Sol pouco antes do pôr do sol.

O que é um eclipse solar

Um eclipse solar acontece quando a Lua passa entre a Terra e o Sol, bloqueando parcial ou totalmente a luz da estrela para quem está em determinadas regiões do planeta.

Embora o Sol seja cerca de 400 vezes maior que a Lua, ele também está aproximadamente 400 vezes mais distante da Terra. Essa coincidência faz com que ambos pareçam ter praticamente o mesmo tamanho quando vistos do planeta, permitindo que a Lua cubra completamente o disco solar em ocasiões específicas.

Existem quatro tipos principais de eclipse solar:

  • Total: a Lua cobre completamente o Sol;
  • Parcial: apenas parte do Sol fica encoberta;
  • Anular: a Lua está mais distante da Terra e deixa um anel luminoso ao redor do Sol;
  • Híbrido: raro fenômeno que alterna entre total e anular conforme o local de observação.

Durante um eclipse total, a luminosidade diminui rapidamente, a temperatura pode cair alguns graus e torna-se possível observar a coroa solar, camada mais externa da atmosfera do Sol, normalmente escondida pelo intenso brilho da estrela.

Eclipse solar parcial no Capitólio nos EUA
Nasa
Eclipse solar parcial no Capitólio nos EUA


Como observar um eclipse com segurança

Olhar diretamente para o Sol sem proteção adequada pode causar lesões permanentes na retina, mesmo quando parte da estrela já está encoberta pela Lua.

Por isso, a recomendação é utilizar apenas óculos certificados para observação de eclipses, produzidos com filtros específicos capazes de bloquear a intensa radiação solar.

Óculos de sol comuns, chapas de raio X, vidros escurecidos, filmes fotográficos, CDs, DVDs ou chapas de solda improvisadas não são seguros e não devem ser usados.


Outra alternativa é acompanhar o fenômeno por meio de uma projeção indireta, como a câmera escura (pinhole), que permite visualizar o eclipse sem olhar diretamente para o Sol. Também é possível assistir às transmissões realizadas por observatórios, planetários e pela própria NASA.

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