Ministro do STF André Mendonça
Nelson Jr./SCO/STF
Ministro do STF André Mendonça

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quarta-feira (18), aumentar o prazo da investigação do caso Master por mais 60 dias.

A prorrogação acontece após pedido da Polícia Federal (PF) na terça-feira (17), para dar continuidade nas ações e analisar materiais já coletados para o esclarecimento completo dos fatos.

“C onsiderando-se as razões apresentadas pela autoridade de polícia judiciária federal, defiro o pedido, prorrogando o inquérito por mais sessenta dias ”, escreveu o ministro.

Operação Compliance Zero

A investigação faz parte da Operação Compliance Zero, que busca apurar um esquema de fraudes no Banco Master. Segundo as apurações, o banco teria concedido créditos falsos e realizado operações irregulares, incluindo uma tentativa de venda da instituição ao Banco Regional de Brasília (BRB) .

Os investigadores apontam que o dono do banco, Daniel Vorcaro, seria o principal responsável pelo esquema que, segundo as estimativas da PF, os prejuízos podem chegar a R$ 17 bilhões

Também foi identificado um grupo chamado “ A Turma ”, que, segundo a polícia, teria sido usado para vigiar adversários e acessar, de forma ilegal, sistemas da própria Polícia Federal e do Ministério Público. Há ainda suspeitas de tentativas de atrapalhar as investigações e de ameaças a autoridades.

Prisão de Vorcaro

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master,  foi preso no dia 04 de março, após decisão de Mendonça. O relatório aponta participação em organização criminosa, danos bilionários e ameaça às investigações e a opositores.

O bancário já havia sido preso em novembro de 2025, durante a primeira fase  Operação Compliance Zero . O dono do Banco Master havia sido detido no Aeroporto de Guarulhos ao tentar embarcar para o exterior, durante as investigações sobre emissão de títulos falsos vendidos ao BRB e manipulação de ativos. 


As investigações que levaram à prisão de Vorcaro e mais três envolvidos, contaram com o apoio do Banco Central do Brasil, que em nota, disse que afastou dois servidores após identificar indícios de percepção de vantagens indevidas e que comunicou o acontecido à PF.

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