Um drone inraniano atingiu um prédio em Dubai, nos Emirados Árabes, na noite da quarta-feira (10). O governo emiradense afirmou que o local precisou ser evacuado e que não houve registro de feridos. "As autoridades controlaram totalmente o incêndio e todos os moradores estão em segurança. Não houve relatos de feridos".
No entanto, a agência iraniana Isna alega que militares dos Estados Unidos estavam no local. Até o momento, autoridades norte-americanas não se manifestaram sobre essa afirmação.
O que aconteceu
Imagens divulgadas pela agência iraniana Isna mostram um dos adandares do prédio, que fica localizado em uma área de imóveis de luxo e centros comerciais, em chamas .
Ainda segundo a agência, o andar era ocupado por militares norte-americanos que usavam o local como esconderijo. A informação não foi confirmada pelos EUA.
O incêndio foi controlado por equipes da Defesa Civil, segundo governo local. Foto da situação do prédio após ser atingido pelo drone foi divulgada pela mídia local. Confira:
Escalada do conflito no Oriente Médio
Os Estados Unidos e Israel bombardearam o Irã em 28 de fevereiro. O ataque atingiu instalações militares e estruturas consideradas estratégicas pelo regime iraniano. Explosões foram registradas na capital, Teerã, e em outras cidades importantes para o Regime Aiatolá.
O ataque matou o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei. A confirmação da morte foi divulgada, horas depois dos primeiros ataques, pela imprensa estatal iraniana. Os ataques e a perda do principal líder político e religioso do Irã provocou reação imediata do governo. M ojtaba Khamenei, filho de Ali, assumiu o posto.
Irã respondeu com ataques contra alvos ligados aos Estados Unidos e a Israel no Oriente Médio. Foram disparados mísseis e drones contra bases militares e infraestruturas estratégicas em diferentes países do Oriente Médio.
Nos dias seguintes, Guarda Revolucionária iraniana anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz.
A passagem marítima conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e é uma das principais rotas usadas para exportação de petróleo no mundo.
Os Estados Unidos negam que a rota tenha sido completamente bloqueada. Porém, desde então, incidentes envolvendo navios comerciais passaram a ser registrados no entorno da passagem
.
A guerra entrou na segunda semana com ataques, retaliações e ameaças militares em diferentes países do Oriente Médio. Até o momento, foram registradas mais de 1200 mortes.