Dois navios cargueiros foram atingidos por projéteis ainda não identificados na madrugada desta quarta-feira (11) na região do Estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico. Um deles pegou fogo e precisou ser abandonado pelos tripulantes. A informação foi divulgada pelo centro da Marinha britânica que acompanha a segurança de embarcações comerciais na região, o UKMTO (United Kingdom Maritime Trade Operations).
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O primeiro caso foi registrado a cerca de 20 quilômetros ao norte de Omã. O navio foi atingido, começou a pegar fogo e a tripulação deixou a embarcação. Até agora, não há informação sobre feridos.
Em nota, o UKMTO informou que os tripulantes pediram ajuda e aguardavam socorro no mar. As autoridades ainda tentam identificar de onde partiu o projétil.
Horas antes, um graneleiro (um tipo de navio cargueiro usado para transportar mercadorias soltas, sem embalagem) também relatou ter sido atingido por um objeto desconhecido a cerca de 93 quilômetros a noroeste de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
Segundo o comandante, o ataque não causou vazamento de combustível nem dano ambiental. Ninguém ficou ferido, e a tripulação não precisou sair.
Depois dos dois ataques, o UKMTO emitiu um alerta para embarcações que passam pela área e orientou os comandantes a comunicar qualquer movimentação suspeita.
Os ataques foram registrados em uma das áreas mais necessárias e cruciais para o transporte marítimo de petróleo.
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Guerra entre EUA, Israel e Irã pressiona rota no Golfo
Os Estados Unidos e Israel bombardearam o Irã em 28 de fevereiro. O ataque atingiu instalações militares e estruturas consideradas estratégicas pelo regime iraniano. Explosões foram registradas na capital, Teerã, e em outras cidades importantes para o Regime Aiatolá.
O ataque matou o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei. A confirmação da morte foi divulgada, horas depois dos primeiros ataques, pela imprensa estatal iraniana. Os ataques e a perda do principal líder político e religioso do Irã provocou reação imediata do governo. Mojtaba Khamenei, filho de Ali, assumiu o posto.
O Irã respondeu com ataques contra alvos ligados aos Estados Unidos e a Israel no Oriente Médio. Foram disparados mísseis e drones contra bases militares e infraestruturas estratégicas em diferentes países do Oriente Médio.
A Guarda Revolucionária iraniana anunciou, nos dias seguintes, o fechamento do Estreito de Ormuz. A passagem marítima conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e é uma das principais rotas usadas para exportação de petróleo no mundo.
No estreito passam cerca de 20% do petróleo transportado por navios no planeta. Autoridades iranianas afirmaram que embarcações que tentassem atravessar a área poderiam ser atacadas.
Para autorizar a travessia pelo estreito, o Irã colocou como condição da passagem à retirada da embaixada dos Estados Unidos do país de origem da embarcação e vice-versa.
Os Estados Unidos negam que a rota tenha sido completamente bloqueada. Porém, desde então, incidentes envolvendo navios comerciais passaram a ser registrados no entorno da passagem.
A guerra entrou na segunda semana com ataques, retaliações e ameaças militares em diferentes países do Oriente Médio.