Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos, se entregou à polícia nesta quarta-feira (04) e se tornou o último acusado preso pelo estupro coletivo em Copacabana, no Rio de Janeiro . Ainda hoje, outro acusado, Vitor Hugo Oliveira Simonin, deixou a delegacia para o presídio sob revolta da população.
Allegretti se apresentou na delegacia de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, após a Justiça expedir um mandado de prisão contra ele e outros três homens. Com a entrega, todos os quatro adultos envolvidos no crime estão agora sob custódia.
Antes de Bruno, Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, Mattheus Veríssimo Zoel Martins , de 19 anos, e João Gabriel Xavier Bertho , de 19 anos, já haviam sido presos ou tinham se apresentado à polícia.
Um quinto participante, um adolescente de 17 anos, também é investigado e responderá por ato infracional, quando um crime é cometido por menor de idade.
Os quatro adultos foram indiciados pela 12ª Delegacia de Polícia por estupro com agravante de a vítima ser menor de idade e também por cárcere privado.
Revolta de moradores
A transferência de Victor Hugo Oliveira Simonin , um dos acusados pelo estupro coletivo, da 12ª Delegacia de Polícia para o presídio de Benfica, na Zona Norte do Rio de Janeiro, foi acompanhada por manifestações de moradores revoltados.
Pessoas se aglomeraram em frente à unidade policial no momento em que o jovem deixava o local, sob escolta. Gritos e xingamentos foram ouvidos, e a polícia precisou intervir para conter a multidão e proteger o acusado durante a entrada no veículo que o levou ao presídio.
Um homem que presenciava a transferência afirmou esperar uma resposta das autoridades. “ A gente espera que a justiça dê resposta. A sociedade não aguenta mais agressão contra a mulher ”, declarou.
Outra moradora, emocionada, relatou medo e revolta diante da frequência dos casos de violência. “ Eu estou revoltada porque todo dia é um homem que estupra uma mulher, é um homem que mata um cachorro, é um homem que mata um gay. Então, todo dia são homens que fazem isso com a gente. E eu que tenho uma filha de 12 anos, eu passei, eu não consegui guardar isso dentro de mim
”, disse.
Novas denúncias
Depois que o caso ganhou repercussão na mídia e a polícia divulgou um cartaz com fotos dos foragidos, outras vítimas procuraram a 12ª Delegacia de Copacabana para denunciar crimes envolvendo o mesmo grupo.
Com isso, a Polícia Civil abriu dois novos inquéritos para investigar os novos relatos.
As investigações continuam sob responsabilidade da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.