Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, filho de ex-subsecretário, compareceu à 12ª DP, em Copacabana, no Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (4), acompanhado de advogado. Ele é apontado como um dos envolvidos no caso de estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos
.
Ele era um dos dois foragidos aguardados na unidade policial. A informação da possível apresentação havia sido repassada anteriormente pela defesa à Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.
Vitor Hugo é filho de José Carlos Costa Simonin, ex-subsecretário estadual de Governança, Compliance e Gestão Administrativa, exonerado do cargo também nesta quarta-feira (4).
O iG conversou com o advogado de defesa de Victor Hugo, Angelo Máximo, na porta da delegacia. Ele afirmou que o cliente é inocente e que optou por permanecer em silêncio durante o interrogatório.
“ Eu só tive acesso à denúncia e ela não descreve o que foi dito anteriormente e não imputa a ele a prática do fato. Ele nega. Meu cliente é inocente deste fato ”, declarou o advogado.
Segundo a defesa, Vitor Hugo exerceu o direito constitucional de permanecer em silêncio.
“ Ele prestou o seu silêncio constitucional. Já optou por ficar em silêncio e só vai falar em juízo, por orientação da defesa técnica
”, afirmou.
O advogado também alegou que não foi dada ao investigado a oportunidade de se manifestar na fase anterior da investigação.
“ A oportunidade que deveria ter sido dada a ele não foi concedida. Agora, com a prisão decretada, a orientação é permanecer em silêncio
”, disse.
Questionado se o jovem conhecia a vítima ou se teria relatado algo à família sobre o ocorrido, o advogado afirmou que não poderia responder.
Além de Vitor Hugo, já haviam sido presos ou tinham se apresentado à polícia: Mattheus Veríssimo Zoel Martins, João Gabriel Xavier Bertho. Já Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18, segue foragido. Os envolvidos responderão pelo crime de estupro, com o agravante de a vítima ser menor de idade, e também por cárcere privado.
Um quinto envolvido, menor de 17 anos, responde conforme as medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente.
As investigações seguem sob responsabilidade da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.
O que se sabe sobre o caso
De acordo com a polícia, o crime teria ocorrido em 31 de janeiro deste ano. Um adolescente de 17 anos teria atraído a vítima, que era sua ex-namorada, até o local, onde estavam os outros quatro acusados. Quando a vítima estava no quarto com o ex, tendo uma relação consensual, o local foi invadido pelos quatro acusados.
No quarto, o adolescente pediu que a vítima permitisse que os outros homens permanecessem no local. Ela teria consentido. Os outros homens passaram a tocá-la e a beijá-la à força. Ela foi impedida de sair do quarto, onde foi estuprada e agredida fisicamente pelos acusados. Após as agressões, um dos acusados teria chegado a pedir que a vítima trouxesse uma amiga da próxima vez.
Ao chegar em casa, a vítima contou o ocorrido para família e foi levada à delegacia para denunciar o crime. O exame de corpo delito apontou lesões compatíveis com violência física. Câmeras de segurança registraram a chegada do grupo ao apartamento e o momento no qual a vítima e posteriormente os acusados deixaram o local. Conversas em um aplicativo de mensagens também foram incluídas no inquérito.