Indiana, EUA
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Indiana, EUA



Nicolas Stanley, de 35 anos, permanece detido sem direito a fiança na cadeia do Condado de Elkhart, no estado de Indiana,  Estados Unidos , segundo o portal Newsweek . Ele responde pela acusação de assassinar Allen L. Cogswell, também de 35 anos, um ex-condenado por crimes de abuso sexual infantil .

Cogswell havia sido condenado em 2018 e cumpriu pena até ser liberado em maio - seu corpo foi encontrado sem vida no motel Daylite Inn, em Elkhart, em 24 de junho, apenas um mês após sua saída do sistema prisional.

Em uma entrevista realizada na cadeia pela emissora WBND, emissora da ABC em South Bend, Nicolas admitiu ter se tornado obcecado por Cogswell durante seu período na prisão. Sem conseguir dormir, teria pegado sua arma, seguido a vítima até o motel e disparado contra ele.

"Quando ele foi solto, eu perdi a cabeça. Saí de carro para procurá-lo. E quando o encontrei, fiz o que tinha que fazer" , confessou.

Se condenado, pode cumprir no mínimo 45 anos de prisão, embora afirme sentir nenhum remorso.

A irmã de Nicolas, Jessica, de 37 anos, contou à Newsweek que o depoimento a preocupou e evidenciou o agravamento do estado mental do irmão . Ela relatou que o irmão sofria de problemas psicológicos e tomava medicação até perder o emprego e o plano de saúde pouco antes do crime. Sem acesso aos remédios, seu quadro teria se deteriorando, sobretudo após a morte da mãe em fevereiro.

"Fiquei arrasada por ele admitir ter feito aquilo. Eu estava tremendo, honestamente comecei a chorar, porque por que alguém confessaria algo que supostamente fez, especialmente sem um advogado presente? Era meio preocupante, por que ele faria uma coisa dessas" , afirmou Jessica.

De acordo com Newsweek , Cogswell havia sido sentenciado de sete a 12 anos em 2018, por molestar uma parente de Stanley, mas foi solto em liberdade condicional após cumprir seis anos e meio. A família de Nicolas não foi notificada da audiência de liberdade condicional, o que impossibilitou que apresentassem um depoimento impactante à Justiça.

Jessica também tem mobilizado apoio financeiro on-line para seu irmão e os dois filhos dele, de 14 e 12 anos — que, segundo ela, estão “devastados” e cientes de que podem passar muito tempo sem ver o pai. Ao todo, já foram arrecadados mais de US$ 1.200 (R$ 6.581,52 na cotação atual).


Em sua primeira audiência, Stanley alegou inocência. Ele segue preso preventivamente, sem possibilidade de fiança, aguardando julgamento, que está marcado para 6 de outubro. Anteriormente, em publicações nas redes sociais no início do ano, ele havia expressado opiniões contra abusadores de crianças.

"Pedófilos transformados em trituradores de madeira e bilionários em guilhotinas" , escreveu Stanley no Facebook . "Se você machuca crianças, eu machuco você. Fim da história" , postou ele alguns dias depois da primeira publicação. 

Bruce Stanley, pai de Nicolas, também manifestou apoio público ao filho, declarando esperar que ele receba clemência por parte do júri: "Quero vê-lo livre, acho que ele merece uma medalha. Se eu pudesse dar um abraço bem apertado nele, eu daria". 

O patriarca da família Stanley  ainda afirmou que abusadores de crianças "não têm lugar na sociedade" e sugerindo que, se seu filho não tivesse agido, ele próprio poderia ter tomado medidas contra Cogswell.

O pai revelou ainda que sua última conversa com Nicolas ocorreu pouco antes do incidente. Segundo o mesmo, detetives o procuraram em seu local de trabalho após identificarem que o Ford Explorer marrom de Nicolas havia sido visto no motel onde ocorreu o crime. "Eu não consegui chegar até aquele homem, mas meu filho chegou" , relatou.


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