Senador Randolfe Rodrigues (sem partido)
Jefferson Rudy/Agência Senado - 14.06.2023
Senador Randolfe Rodrigues (sem partido)

O líder do governo Lula no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (sem partido-AP), defende que partidos do Centrão sejam acomodados em ministérios para ampliar a base do governo e afirma que a decisão final será do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 

O governo viu a reforma tributária e o arcabouço fiscal, considerados prioritários para a gestão, passarem por margem apertada tanto na Câmara quanto no Congresso, e teme que em votações futuras precise negociar emendas com os parlamentares. 

Em entrevista ao jornal O GLOBO, Randolfe defendeu o diálogo com partidos do Centrão, mas evitou comentar quais pastas seriam cedidas para os partidos.

"Os ministérios não são de nenhum partido, nem do PT ou do MDB. Quem comanda e quem dá diretriz é o presidente. Ele dispõe desses cargos da forma que lhe convier. Estamos sob a égide de um modelo de governabilidade fundado pela Constituição, o presidencialismo de coalizão", declarou.

"O povo brasileiro elegeu um presidente e uma maioria congressual, sobretudo na Câmara, mais conservadora. Então, é necessário, para conduzir o programa vencedor das eleições, fazer composição", completou.

O ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, do ministro Wellington Dias, vem sido cobiçado por partidos que cogitam ampliar a base do governo. Randolfe, no entanto, disse que a pasta responsável pelo Bolsa Família não está na mesa de negociações.

"O programa é uma das marcas do governo. Esse debate nunca foi tratado, e o presidente já deixou claro qual é a posição dele, a expectativa dele."

Quanto é demora do Congresso em analisar as Medidas Provisórias do governo, Randolfe disse que este é um problema que vem de administrações anteriores e não se trata de retaliação ao governo. 

"Não entendo isso como uma medida de retaliação ao governo. Há uma divergência institucional sobre o rito das Medidas Provisórias pautado pela Câmara. Eu acho que é uma reivindicação legítima que tem de ser debatida na esfera constitucional. O governo foi pego no meio dessa história. Isso tem sido um desafio a mais para a articulação."

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