O Hospital de campanha em São Gonçalo sofre nas obras
Fabiano Rocha / Agência O Globo
O Hospital de campanha em São Gonçalo sofre nas obras

O secretário de Saúde do Rio de Janeiro, Fernando Ferry, minimizou hoje (5) os indicadores da pandemia no estado. Atrás apenas de São Paulo, o Rio ultrapassou a marca de 6 mil mortes por Covid-19. Ainda assim, o secretário afirmou que a situação está sendo "hiperdimensionada".

"O que estava acontecendo na Europa fez com que nós tivéssemos muito medo. Foi hiperdimensionado. Não só nos hospitais de campanha, mas nos regulares. Todo mundo ficou preocupado", disse o secretário, em entrevista à CNN Brasil. 

Segundo o secretário, a situação do Rio de Janeiro poderia ser muito pior.  "Está sendo uma surpresa aqui no Rio de Janeiro, num estado de 16 milhões de pessoas, a gente só ter 6 mil mortos", completou.

O estado governado por Wilson Witzel (PSC)  prometeu sete hospitais de campanha para o tratamento de pacientes de Covid-19. Destes, apenas o do maracanã foi entregue até agora. Perguntado, o secretário afirmou que pretende inaugurar a unidade de São Gonçalo até o final da semana que vem.

"O cronograma que foi passado é irreal. O governador solicitou que o secretário de Obras fizesse uma vistoria local. Hoje à tarde vou estar recebendo um relatório real, feito por engenheiros do estado", afirmou. "A antiga contratada passava informações para a gente que não eram reais."

A empresa citada por Ferry é a Iabas (Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde), que era responsável pela montagem e gestão dos sete hospitais de campanha. A OS (Organização Social) foi afastada dessas funções anteontem por Witzel, e as responsabilidades foram assumidas pelo governo estadual.

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