Parte dos encarcerados no Paraná é idosa, grupo de risco do novo coronavírus
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Parte dos encarcerados no Paraná é idosa, grupo de risco do novo coronavírus

A cadeia onde ficam os presos da Lava-Jato , no Paraná, terá uma ala para atender possíveis casos de detentos diagnosticados com coronavírus em Curitiba e na região metropoliana. A medida foi anunciada pelo Departamento Penitenciário do Paraná (Depen) nesta segunda-feira (23).

Com isso, a sétima galeria do Complexo Médico Penal (CMP), onde ficam os presos da Lava-Jato, será transferida para uma área anexa e separada das demais. A penitenciária chegou a abrigar o ex-deputado Eduardo Cunha e Marcelo Odebrecht , e hoje só tem dois presos da operação.

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Entre eles, estão Roberto Gonçalves e José Antonio de Jesus. Os dois últimos são ex-gerentes da Petrobras e da Transpetro , respectivamente.

Os presos mais famosos que já passaram por Curitiba, como o ex-presidente Lula e o ex-ministro José Dirceu, entre outros, foram beneficiados pela mudança de entendimento do Supremo que decidiu pôr fim à prisão após condenação em segunda instância .

Além disso, na última quinta-feira (19) o ex-diretor da Dersa, Paulo Vieira de Souza, e o lobista Joao Augusto Henriques foram transferidos da cadeia para prisão domiciliar com tornozeleira em razão do risco de contágio da doença.

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Atualmente, o CMP tem cerca de 20 presos que respondem por crimes de colarinho branco , como lavagem de dinheiro e corrupção. Entre eles estão funcionários públicos e até políticos de municípios do interior do Paraná.

A penitenciária é motivo de preocupação em meio ao risco de disseminação do novo coronavírus . Tem capacidade para 600 detentos, mas hoje são 1000 presos.

Além disso, o presídio é originalmente um hospital e tem muitos presos idosos , com doenças mentais e outras enfermidades como tuberculose e portadores de HIV.

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O Conselho da Comunidade, que fiscaliza os presídios no estado, está preocupado com a situação da cadeia:

"O Complexo Médico Penal deveria ser só para presos com enfermidades. Mas acabou se tornando um cadeião superlotado , o que amplia a possibilidade de disseminação de doenças. A gente está alertando porque lá existem muitos presos idosos e com enfermidades", afirma a presidente do conselho, Isabel Mendes.

Mendes diz, também, que "seria importante que o estado avaliasse a situação dessas pessoas porque elas estão em risco diante do covid-19."

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