Weintraub foi o primeiro ministro a apoiar o Aliança pelo Brasil
Jorge William / Agência O Globo
Weintraub foi o primeiro ministro a apoiar o Aliança pelo Brasil

O ministro da Educação, Abraham Weintraub , assinou nesta quinta-feira (23) a ficha de apoio para a criação do partido do presidente Jair Bolsonaro , a Aliança pelo Brasil . A assinatura ocorre dois meses após Bolsonaro dizer que nenhum ministro participaria da criação da legenda. Na ocasião ele também alertou que estava tomando aquela medida para evitar “interpretações equivocadas” de que estaria “usando a máquina pública para lançar o partido”.

Em seu Twitter, Weintraub publicou uma foto com a sua ficha preenchida, que deve se somar às 492 mil assinaturas necessárias para construir a sigla. Na publicação, o ministro ainda adicionou a #SomosAliança.

"Nenhum ministro vai entrar no partido. Nós não vamos ter a participação do governo na criação do partido. Para evitar a interpretação equivocada de que eu estou usando a máquina pública para formar o partido. Zero", afirmou Bolsonaro, ao sair do Palácio da Alvorada, na manhã daquele 21 de novembro.

O Aliança está na corrida para coletar 492 mil assinaturas até o fim de fevereiro para conseguir participar a tempo das eleições municipais. A estimativa do Aliança é de que 200 mil pessoas tenham preenchido a ficha de apoiamento pelo site desde o início da coleta, no dia 20 de dezembro.

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O partido programou um cronograma de eventos para atrair mais apoiamentos. No último final de semana, o presidente Jair Bolsonaro participou de um deles em Brasília. Para os próximos, a previsão é de que Bolsonaro grave um vídeo ou faça uma transmissão ao vivo para animar a militância. Hoje, o presidente embarca para Índia, onde participa de missão oficial.

Para criar um partido, é preciso coletar 492 mil assinaturas, distribuídas proporcionalmente conforme o eleitorado de cada estado. Como muitas assinaturas costumam ser consideradas inválidas na verificação, o Aliança precisa entregar um número ainda maior do que esse. O prazo estipulado pelo movimento é o início de março, para que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) possa registrar o partido até abril.

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