Show do Evanescence só empolga quando banda toca músicas antigas

Excesso de músicas de disco inédito prejudica apresentação da banda de Amy Lee

Augusto Gomes, enviado ao Rio de Janeiro |

Assim como aconteceu com o Coldplay na noite anterior, o Evanescence baseou sua apresentação no Rock in Rio num disco inédito. Mas, enquanto os fãs da banda de Chris Martin já conheciam as canções de "Mylo Xyloto" (que só sai no final de outubro) e até cantaram o refrão de algumas músicas (caso de "Paradise"), o mesmo não aconteceu com o Evanescence. Quando o grupo tocava alguma música do álbum novo, poucos reagiam.

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"Vamos tocar várias músicas inéditas", afirmou a vocalista Amy Lee logo no início da apresentação, como se pedisse desculpas. E foi assim: das 14 canções do show, sete vieram de "Evanescence", que chega às lojas na semana que vem. Dizer que o público não gostou das novidades é exagero, até porque elas não diferem muito do que o Evanescence fez em seus trabalhos anteriores. As pessoas apenas não conseguiram se empolgar com o que não conheciam.

Em compensação, a plateia vibrou com as canções que já estava familiarizada. A primeira foi "Going Under", a segunda do show. Na balada "My Immortal", que Amy Lee cantou sentada ao piano, os aplausos foram ainda mais entusiasmados. A inédita que veio em seguida, "My Heart Is Broken", foi a que mais agradou entre as novas. Nela, a combinação do vocal dramático de Amy com o peso das guitarras funcionou bem.

Os momentos em que o público mais vibrou se concentraram no final da apresentação. O primeiro deles foi "Call Me When You're Sober", sucesso do disco "The Open Door", de 2006. O segundo - e também última música do show - foi "Bring Me To Life", faixa que revelou o Evanescence em 2003. Nessas duas canções, a banda justificou sua escalação para o palco principal do Rock in Rio.

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