Móveis Coloniais de Acaju, Mariana Aydar e Orquestra Rumpilezz abrem Rock in Rio

Encontro dos três artistas no palco Sunset terminou com cover dos Beatles; Ed Motta tocou com Andreas Kisser

Augusto Gomes e Vicente Seda, iG de Janeiro |

Pouco depois das 15h, com cerca de 20 minutos de atraso, começou a programação de shows do Rock in Rio 2011 . Os responsáveis pela abertura foram a Orquestra Rumpilezz, a banda Móveis Coloniais de Acaju e a cantora Mariana Aydar. Em seguida, houve apresentação de Ed Motta com o guitarrista Andreas Kisser.

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O vocalista do Móveis Coloniais de Acaju e Mariana Aydar no palco Sunset
Em tese, o show de abertura deveria ser uma colaboração entre Mariana e as outras duas bandas. Mas o que se viu no palco foi, com algumas exceções, uma sucessão de pequenas apresentações separadas.

O favorito do público foi o Móveis Coloniais de Acaju. Dos três, era o que tinha mais fãs presentes e, consequentemente, o que mais conseguiu levantar o público.

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Ed Motta no Rock in Rio
As duas que mais empolgaram foram "O Tempo" e, logo depois, "Copacabana". Nesta, o grupo fez na Cidade do Rock o que costuma fazer em todos os seus shows: seus integrantes foram para o meio da plateia e lá fizeram uma roda para todos dançarem.

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Mariana Aydar e a Orquestra Rumpilezz não tiveram uma resposta tão positiva da plateia. Não porque suas performances foram ruins, mas porque ninguém os conhecia.

O jazz com influências africanas da Rumpilezz só conseguiu dispersar o público. Já as duas músicas que Mariana cantou ("Solitude", de seu recém-lançado terceiro disco, e a ótima "Peixes Pássaros pessoas) só conseguiram arrancar aplausos protocolares.

O único momento em que as três atrações realmente tocaram juntas foi na última música do show. A faixa escolhida foi "Lucy in the Sky with Diamonds", dos Beatles.

Foi uma homenagem simpática, apesar de um pouco atrapalhada pela clara falta de entrosamento entre os artistas.

Ed Motta

Ed Motta empolgou o público no Palco Sunset emprestando sua voz a clássicos do rock, como “White Room” (Cream) e "Shapes of Things (Yardbirds), e circulando com propriedade por hits como “Don’t let me be misunderstood”, gravada pela primeira vez por Nina Simone e eternizada na versão blues/rock do grupo The Animals.

Ao lado de Andreas Kisser, do Sepultura, e de uma banda muito bem afiada, ele cantou com fone de retorno e óculos escuros enquanto o sol se escondia atrás da tenda armada ao lado do Palco Mundo, o principal do festival.

O cantor, bastante suado, chegou a se sentar em alguns momentos, enquanto Kisser e os demais músicos se revezavam em boas jam sessions, especialmente quando a base de blues tomava conta dos amplificadores.

“Dreams I’ll never see”, do Allman Brothers, foi um bom exemplo. O público não chegou a lotar a área reservada para a apresentação, já que boa parte dos fãs preferiu garantir lugar em frente ao Palco Mundo ou se divertir nos brinquedos como a tirolesa e a roda gigante.

AE
Bebel Gilberto e Sandra de Sá no Rock in Rio
Sandra de Sá e Bebel Gilberto

Sandra de Sá e Bebel Gilberto fizeram um show animado, com direito a até um "selinho" para confirmar a alegria de cantarem lado a lado. As duas começaram cantando juntas e depois cada uma cantou separadamente. Sandra se saiu melhor - seu hit "Olhos Coloridos" fez a plateia cantar junto.

Depois, as duas se reuniram novamente para cantar "Brasil", de Cazuza. A versão foi meio desencontrada, porque Sandra errou a letra e precisaram começar a música de novo.

O show terminou com uma rápida - o tempo já estava estourado - interpretação de "Eu Preciso Dizer que Te Amo", também composta por Cazuza, em parceria com Bebel.

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