Israel ameaça atacar se Síria perder controle de armas químicas

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Vice-premiê adverte que, se guerrilha libanesa Hezbollah ou rebeldes sírios obtiveram armamento químico, será necessária 'abordagem diferente, incluindo operações preventivas'

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Israel pode recorrer a uma ação militar se considerar que a Síria está perdendo o controle sobre seu arsenal de armas químicas, disse o vice-premiê israelense no domingo.

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Fumaça sobe do subúrbio de Mleha, em Damasco (24/01)

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Silvan Shalom confirmou um relato jornalístico de que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu reuniu seus chefes de segurança na semana passada para discutir a guerra civil da Síria e o estado do suposto arsenal químico do país.

Israel e países da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) dizem que Damasco possui quatro locais com estoques de substâncias usadas em armas químicas. A Síria é vaga a respeito desse arsenal, mas diz que teria condições de protegê-lo e usá-lo apenas contra eventuais ataques externos.

A reunião israelense de quarta-feira não foi anunciada publicamente e foi vista como algo excepcional, pois ocorreu enquanto ainda eram apurados os votos da eleição parlamentar da véspera, vencida por estreita margem pela coalizão de Netanyahu.

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Shalom disse à Rádio do Exército de Israel que, se a guerrilha libanesa Hezbollah ou rebeldes sírios obtiveram armas químicas, "isso mudaria dramaticamente a capacidade dessas organizações, violaria todos os limites, o que exigira uma abordagem diferente, incluindo mesmo operações preventivas".

Generais israelenses já disseram estar prontos para uma eventual intervenção militar na Síria.

"O conceito, em princípio, é que não deve acontecer", acrescentou Shalom. "No momento em que começarmos a entender que tal coisa está passível de ocorrer, vamos tomar decisões."

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O Canal 2 da TV israelense noticiou que rebeldes sírios parecem se aproximar de importantes instalações associadas ao arsenal químico sírio, em Al-Safir e Damasco. O canal mostrou fotos de um interceptador de foguetes israelense instalado no norte de Israel.

Um porta-voz militar confirmou que duas baterias do sistema "Cúpula de Ferro" foram levadas para a região de Haifa, mas afirmou que isso não ocorreu "por causa de nenhuma situação específica de segurança", e sim como parte de um rodízio regular dos equipamentos.

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