O Senado aprovou na noite desta quarta-feira o plano de carreira que concede reajuste para seus servidores. O impacto previsto na folha salarial da Casa em 2011 é de R$ 464 milhões. Para este ano, o aumento representará gasto extra de R$ 217 milhões.
A proposta aprovada em Plenário segue agora para a Câmara dos Deputados. De acordo com o relator do projeto, senador Heráclito Fortes (DEM-PI), o plano precisa ser sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva até 2 de julho, para que entre em vigor ainda este ano.
Segundo nota divulgada pela diretoria geral da Casa, o impacto do projeto aprovado será de 9,82% para 2010 - um gasto de quase R$ 30 milhões a mais em relação à proposta apresentada há duas semanas, então rejeitada pela Mesa Diretora do Senado.
O comunicado explica ainda que o reajuste médio aos servidores é de 25%. O diretor-geral do Senado, Haroldo Tajra, afirma que a maior remuneração será a de “consultor em fim de carreira”, que alcançará R$ 24 mil.
O plano aprovado pelos senadores oficializa, no entanto, um ato secreto assinado pelo presidente José Sarney (PMDB-AP), que, desde 2003, alavanca gratificações para mais de 100 servidores da Casa.
Depois de a discussão sobre o plano dividir os funcionários do Senado nas últimas semanas, sua aprovação foi recebida com aplausos pelos servidores que lotavam o Plenário. A Casa aguarda agora o relatório sobre a reforma administrativa, que promete enxugar pelo menos 2.200 cargos comissionados.