Reduzir ministérios para conter gastos é demagogia, diz ministro

Moreira Franco, da SAE, não vê mudanças significativas no orçamento, mas diz em vídeo que gestão poderia melhorar com menos pastas

Adriano Ceolin e Danilo Fariello, iG Brasília |

Em entrevista em vídeo ao iG , o ministro Wellington Moreira Franco , da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), classificou como demagógica a proposta de se reduzir pela metade o número de pastas do governo da presidenta Dilma Rousseff como forma de economizar gastos. A ideia é defendida pelo presidente nacional do PMDB , senador Valdir Raupp (RO).

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“Eu não acho que a relação seja essa. É uma mitificação e, com todo carinho e todo respeito, quase demagógica. Achar que isso vai resolver problema orçamentário. Não vai”, “O que eu acho que resolve é problema de governança, de gestão. Isso sim. Eu acho que essa discussão é preciso ter. Mas é uma avaliação exclusiva da presidenta da República”, completou o ministro da SAE.

Moreira Franco, cujo ministério é responsável pela exploração da Amazônia no longo prazo, apresenta as justificativas do governo para a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, alvo de questionamentos pela sociedade. “A energia para o consumidor é cara e para a indústria caríssima.” Segundo ele, indústrias brasileiras têm preferido instalar novos parques fora do País por conta do alto custo da energia.

Para o ministro, o governo brasileiro tem de voltar a incentivas especificamente a indústria de defesa. “Hoje, a indústria de defesa é o setor de ponta da produção de tecnologia no mundo e o que sustenta essas pesquisas, que são muito caras, é você conseguir tirar da inovação novos avanços para que o consumidor possa se beneficiar.” Celulares e seus aplicativos são exemplos de benefícios à sociedade derivados de pesquisas em defesa.

O ex-governador do Rio de Janeiro comenta também que, após o vazamento de óleo da Chevron na Bacia de Campos, será acelerada a discussão sobre a qualidade do sistema operacional de exploração do pré-sal.

Depois de colocar em discussão a necessidade de criação de políticas específicas para a nova classe média brasileira , o ministro agora convoca o governo para debater as necessidades de políticas específicas para a primeira infância, de crianças com até quatro anos de idade. Ele propõe um programa com gestão ampla, que considere diversos fatores na vida de mães e crianças, similar à gestão do Bolsa Família.

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