Dilma segue exemplo de Lula e irá hoje ao Fórum Social Mundial

Presidenta faltou em 2011 e irá ao evento pela primeira vez como chefe de Estado; antecessor compareceu a todas as edições

Agência Brasil |

A presidenta Dilma Rousseff participa hoje de uma sessão especial do Fórum Social Temático (FST), que integra as atividades do Fórum Social Mundial, em Porto Alegre. No evento "Diálogos entre sociedade civil e governos", Dilma deve tratar de temas como a crise financeira, políticas públicas de combate à pobreza e diretrizes brasileiras para a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, marcada para junho no Rio de Janeiro.

Agenda: Dilma confirma presença no Fórum Social Mundial
Evento:
De olho na Rio+20, Fórum Social Temático começa nesta terça-feira

AP
Dilma já acompanhou Lula em edições anteriores, ainda como ministra, mas desta vez comparecerá ao Fórum Social Mundial pela primeira vez como chefe de Estado
Dilma está em Porto Alegre desde o fim da tarde de ontem (25). A agenda da presidenta na capital gaúcha começa oficialmente com uma cerimônia no Palácio Piratini, sede do governo do Estado. Em seguida, Dilma recebe representantes do Comitê Internacional do Fórum Social Mundial. O ponto alto da participação da presidenta no fórum será o encontro com a sociedade civil no Ginásio Gigantinho, marcado para as 19 horas.

Será a primeira vez de Dilma como chefe de Estado em um evento ligado ao FSM. A vinda a Porto Alegre dá continuidade ao histórico de participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva , que esteve presente em todas as edições do Fórum no Brasil e em algumas no exterior. Em 2011, Dilma foi representada pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, no FSM em Dacar, no Senegal.

Dilma não irá ao Fórum Econômico Mundial, em Davos, antagônico histórico do FSM. A presidenta deverá ser representada pelos ministros das Relações Exteriores, Antonio Patriota, e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel.

A presidenta deverá receber da sociedade civil cobranças para que o Brasil, como anfitrião da Rio+20, trabalhe para que a conferência tenha resultados efetivos. Movimentos sociais e ambientalistas têm se mostrado preocupados com a possibilidade de esvaziamento da reunião da ONU, sem a adoção de compromissos que levem a mudanças no atual padrão de desenvolvimento.

Os movimentos sociais também deverão aproveitar a oportunidade para pedir à presidenta que vete o novo Código Florestal, aprovado no Senado, caso não haja melhorias no texto que na passagem pela Câmara dos Deputados.

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