Apresentador alegou à Justiça Eleitoral que não colocou-se como candidato durante entrevista ao Faustão e que não pretendia "demonizar a política"

Luciano Huck e sua esposa, a apresentadora Angelica, foram ao programa do Faustão no dia 7 de janeiro
Reprodução/TV Globo
Luciano Huck e sua esposa, a apresentadora Angelica, foram ao programa do Faustão no dia 7 de janeiro

O apresentador Luciano Huck garantiu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que não será candidato nas eleições deste ano. A manifestação se deu em resposta à  ação em que o Partido dos Trabalhadores (PT) apontou "promoção da pré-candidatura" de Huck em entrevista concedida por ele e sua esposa, a também apresentadora Angélica, ao Faustão em seu programa na TV Globo no último dia 7 de janeiro.

Luciano Huck  alegou em sua defesa, entregue nesta semana ao TSE, que "em instante algum apresentou-se como candidato" e que também "não visou a demonizar a atual política e os políticos" em sua entrevista ao Faustão.

"Huck em instante algum apresentou-se como candidato, não indicou cargos políticos por ele pretendido, não pediu voto a quem quer que seja e reitera, como dito anteriormente, que não será candidato no pleito de 2018", alegaram os advogados do apresentador.

A defesa argumentou ainda que Huck não se colocou "em momento algum como algo novo capaz de mudar a realidade e gerar felicidade ao povo brasileiro" e alegou que a conversa entre o casal de convidados e Faustão passou por diversos temas, além da política.

"Sem se apresentar como pré-candidato a presidente (muito ao contrário), Luciano Huck externou seu ponto de vista de que a reversão dessa situação lastimável passa pela mobilização da sociedade para promover a oxigenação que a política reclama e, com isso, restaurar pontes, favorecer o diálogo e acabar com a fratura derivada da divisão social", disse a defesa.

Os advogados negaram que houve abuso de poder econômico e uso indevido de meios de comunicação social pois, segundo a tese da defesa, isso só ocorre "em casos excepcionalmente graves em que haja condutas que, concretamente, impactem a lisura e a normalidade do processo eleitoral".

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A representadação no TSE

A representação contra Huck, Faustão e a Globo foi protocolada no TSE pelo deputado Paulo Pimenta (RS) e pelo senador Lindbergh Farias (RJ) – líderes do PT na Câmara e no Senado, respectivamente. 

A Globo alegou, em nota divulgada à época dos fatos, que "cumpre rigorosamente a legislação eleitoral e tem uma política interna sobre eleições ainda mais rigorosa do que a lei" e que não apoia qualquer candidato.

A ação dos petistas foi acatada pelo ministro Napoleão Nunes Maia Filho, que intimou Luciano Huck e os demais reclamados a se manifestarem. Os autos já retornaram ao gabinete de Maia Filho, que já poderá proferir sua decisão.

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