Ministro do STF ironizou a ação da Polícia Federal contra o ex-presidente Lula, que prestou depoimento nesta sexta-feira (4)

Estadão Conteúdo

Ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes avaliou o momento como
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Ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes avaliou o momento como "muito delicado"

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, comenteu ironicamente nesta sexta-feira (4) sobre a condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Antes batiam à nossa porta e a gente sabia que era o leiteiro, não a polícia. Mas hoje a situação está tão desgastada que a polícia tem batido em muitas portas, mas com ordem judicial, claro", declarou durante palestra em Fortaleza.

Sem querer se aprofundar mais no assunto, Gilmar Mendes avaliou o momento como "muito delicado" e que agrava a crise política. "Não tenho elementos para avaliar a decisão do juiz Sérgio Moro, mas é possível que certamente tenha tomado todas as cautelas. É uma decisão com grande repercussão no plano social, econômico e político", analisou.

O ministro do Supremo falou sobre o tema "Perspectivas atuais da Justiça Eleitoral" para estudantes de Direito, na Universidade de Fortaleza (Unifor).

A 24ª fase da Operação Lava Jato foi deflagrada com base em investigações sobre a compra e reforma de um sítio em Atibaia frequentado por Lula, o fato de sua mudança ter sido transportada para o local e a relação desses episódios com empreiteiras investigadas na Lava Jato, além da relação dele com um tríplex no Guarujá reformado pela OAS.

De acordo com a Procuradoria da República no Estado do Paraná, há evidências de que o ex-presidente recebeu valores oriundos do esquema Petrobras por meio da destinação e reforma de um apartamento triplex e de um sítio em Atibaia, da entrega de móveis de luxo nos dois imóveis e da armazenagem de bens por transportadora. Também são apurados pagamentos a Lula, feitos por empresas investigadas na Lava Jato, a título de supostas doações e palestras.

São investigados crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, entre outros praticados por diversas pessoas no contexto do esquema criminoso revelado pela Lava Jato que envolve pagamento de propina por grandes empreiteiras em troca de obras na Petrobras a partidos políticos.

Veja na galeria abaixo fotos dos protestos desta sexta-feira:


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