Comissão de Direitos Humanos da Assembleia de SP investigará Coronel Telhada

Por Carolina Garcia - iG São Paulo |

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Após reeleição de Dilma, deputado eleito pelo PSDB sugeriu a independência de São Paulo em seu perfil na rede social

A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) irá investigar as declarações do deputado eleito Coronel Telhada (PSDB) contra a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), que saiu vitoriosa das urnas no segundo turno das eleições 2014. A mais dura manifestação do policial, ex-comandante da Rota, foi registrada em seu perfil do Facebook horas depois da apuração. "Devemos nos submeter a esse governo escolhido pelo Norte e Nordeste? Eles que paguem o preço sozinhos", disse o político.

Reprodução
Reprodução da postagem do deputado eleito Coronel Telhada (PSDB) que gerou polêmica

Entenda: Após reeleição de Dilma, movimentos pedem independência de SP

Lideranças petistas dentro da Assembleia preparavam nesta quinta-feira (30) dois requerimentos contra Telhada, que serão enviados ainda hoje às comissões de Direitos Humanos e de Ética da casa. A expectativa dos deputados é de que o primeiro órgão, presidido pelo deputado Adriano Diogo (PT), possa encaminhar posicionamentos e até provocar reações no Ministério Público e na Câmara Municipal, onde o político atua como vereador. 

Os requerimentos pouco devem influenciar o novo mandado de Telhada, que assumirá no próximo ano o cargo de deputado estadual pelo PSDB, eleito com mais de 250 mil votos, a segunda maior votação de São Paulo. Ainda assim, a bancada petista espera uma manifestação da Assembleia, que mesmo sem agir diretamente contra o policial pode condenar a postura de parlamentares. 

"Foi um mal-entendido"

Ao iG, o deputado faz um recuo em seu discurso e cita um “mal-entendido” entre os seguidores, dizendo agora que não quer separar as regiões brasileiras, mas dar autonomia política aos Estados do Brasil, possibilitando que eles criem sua próprias leis, num sistema federativo similar ao dos Estados Unidos.

“Foi um mal-entendido. Não era para ter uma repercussão tão negativa, apenas defendi a autonomia estadual. Sou totalmente contra a separação física e geográfica [de São Paulo]. Demoramos tantos anos para conseguir montar uma democracia, um Brasil unido, que separação não é a resposta”, justifica Telhada, sobre a fala que foi compartilhada 15 mil vezes na rede social.

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Na última terça-feira (28) pela manhã, o post já não era encontrado no perfil do coronel, “possivelmente foi apagado pelo número de reclamações que o Facebook recebeu”, sugere. “Precisamos tomar muito cuidado com o que a gente escreve. Às vezes, a gente escreve uma besteira”. A repercussão da fala de Telhada foi instantânea. Entre palavras de opoio e acusações de racismo contra o deputado, seguidores divulgavam a existência da página Movimento São Paulo Independente (MSPI), que apoia a fundação de um novo país, a República de São Paulo.

Independência, muros e impeachment 

O resultado do 2º turno das eleições dominou as redes sociais com novos ataques a nordestinos, mas também deu força a movimentos separatistas, que rejeitam a reeleição de Dilma e lutam por uma nova divisão geográfica do Brasil. O mais forte discurso foi observado em São Paulo. 

Reeleição de Dilma Rousseff gerou revolta nas redes; movimentos defendem a independência de São Paulo e impeachment da petista. Foto: ReproduçãoReeleição de Dilma Rousseff gerou revolta nas redes; movimentos defendem a independência de São Paulo e impeachment da petista. Foto: ReproduçãoReeleição de Dilma Rousseff gerou revolta nas redes; movimentos defendem a independência de São Paulo e impeachment da petista. Foto: ReproduçãoReeleição de Dilma Rousseff gerou revolta nas redes; movimentos defendem a independência de São Paulo e impeachment da petista. Foto: ReproduçãoReeleição de Dilma Rousseff gerou revolta nas redes; movimentos defendem a independência de São Paulo e impeachment da petista. Foto: ReproduçãoReeleição de Dilma Rousseff gerou revolta nas redes; movimentos defendem a independência de São Paulo e impeachment da petista. Foto: ReproduçãoReeleição de Dilma Rousseff gerou revolta nas redes; movimentos defendem a independência de São Paulo e impeachment da petista. Foto: ReproduçãoReeleição de Dilma Rousseff gerou revolta nas redes; movimentos defendem a independência de São Paulo e impeachment da petista. Foto: ReproduçãoReeleição de Dilma Rousseff gerou revolta nas redes; movimentos defendem a independência de São Paulo e impeachment da petista. Foto: ReproduçãoReeleição de Dilma Rousseff gerou revolta nas redes; movimentos defendem a independência de São Paulo e impeachment da petista. Foto: ReproduçãoReeleição de Dilma Rousseff gerou revolta nas redes; movimentos defendem a independência de São Paulo e impeachment da petista. Foto: ReproduçãoReeleição de Dilma Rousseff gerou revolta nas redes; movimentos defendem a independência de São Paulo e impeachment da petista. Foto: ReproduçãoReeleição de Dilma Rousseff gerou revolta nas redes; movimentos defendem a independência de São Paulo e impeachment da petista. Foto: ReproduçãoReeleição de Dilma Rousseff gerou revolta nas redes; movimentos defendem a independência de São Paulo e impeachment da petista. Foto: ReproduçãoReeleição de Dilma Rousseff gerou revolta nas redes; movimentos defendem a independência de São Paulo e impeachment da petista. Foto: Reprodução

Os movimentos que defendem uma nova definição do Brasil passaram ainda a rejeitar a nacionalidade brasileira. “Não seríamos mais chamados de brasileiros, pois esse rótulo está desgastado e vergonhoso. É motivo de aversão no exterior. O nosso gentílico seria paulista”, defende um seguidor da página do MSPI.

Se de um lado uns clamam pela independência do próprio Estado, outros defendem uma construção de um muro. Um caso que chamou a atenção no Rio Grande do Norte foi protagonizado por uma vereadora, que sugeriu uma divisão entre Brasil e Nova Cuba. Eleika Bezerra (PSDC) postou uma imagem com os Estados das regiões Norte e Nordeste, além do Rio de Janeiro e Espírito Santo, compondo a Nova Cuba. As outras regiões seriam o Brasil, com exceção de Minas Gerais, que seria implodida para a construção de um lago. A postagem foi apagada momentos depois.

Além da nova configuração geográfica, eleitores criaram inúmeros eventos no Facebook propondo manifestações no próximo final de semana pelo impeachment de Dilma. Veja na galeria de imagens acima as principais manifestações nas redes. Uma das organizações mais numerosas, com 26 mil membros, diz organizar protestos em ao menos cinco Estados. Em São Paulo, o grupo promete se reunir às 14 horas, em frente ao MASP, no próximo sábado (1º). 

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