Pastor Everaldo pretende, se eleito, rever casamento gay

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Em entrevista ao iG e à Rede TV!, candidato do PSC ao Palácio do Planalto destaca que apresentará projeto no Congresso questionando decisão do STF

O candidato do PSC à Presidência, Pastor Everaldo, disse em entrevista promovida pelo iG e pela Rede TV! que, se eleito, levará ao Congresso Nacional um projeto que contestará o reconhecimento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) das uniões homoafetivas. A Corte reconheceu o direito ao casamento civil dos homossexuais em 2011.

Confira a íntegra do programa:

Parte 1


Parte 2


Parte 3


Everaldo comentou ainda que, ao reconhecer a união homoafetiva, o Supremo Tribunal Federal "se equivocou". "O Supremo é o guardião [da Constituição], eu respeito o nosso Supremo, mas todavia somos homens e mulheres sujeitos a errar. Eleito, farei isso [enviar projeto para rever o reconhecimento da união homoafetiva]", disse à jornalista Amanda Klein (Rede TV!) e ao diretor de Jornalismo do portal iG, Rodrigo de Almeida.

Em relação aos métodos de planejamento familiar, o pastor considerou “que tudo que não seja abortivo”, dentre eles pílula e preservativos, serão incentivados em seu governo A prática do aborto só é admitida pelo candidato do PSC em caso de estupro ou de risco à mãe e ao feto, como prevê a legislação atual.

O presidenciável do PSC também comentou que seu programa de governo vai incentivar a doçãop de crianças exclçusivamente por casais heterossexuais e que não terá a mesma disposição sobre o tema com relação aos casais homossexuais.

“Sou contra a adoção por casais gays. É um princípio. Acredito que a criança deve ter uma referência de pai e mãe, homem e mullher”.

Leia mais: Casamento coletivo reúne 12 casais gays e um heterossexual no Amazonas

Opinião: Pastor Everaldo diz que não compete com Marina por voto evangélico

 

Em relação ao estado laico, Pastor Everaldo disse que não negará nunca a sua fé, que não quer convencer ninguém de sua religião e que, se eleitos e fosse exigido que tirasse o Pastor do seu nome, faria a mudança sem problemas.

Marina e o voto evangélico

Questionado se a entrada de Marina Silva (PSB) atrapalhou sua campanha ao Palácio do Planalto, Pastor Everaldo minimizou:

“Eu não creio que foi dessa maneira. Eu acho que foi um caso [a morte de Eduardo Campos em meio ao processo eleitoral] acontecido, diferente de todas as eleições. Foi um caso atípico, um momento de comoção e, se nós repararmos, todos os candidatos tiveram um índice momentâneo de redução nos seus índices de campanha. Como eu digo: eleição e mineração, só depois da apuração”.

O candidato minimizou o peso da religião na decisão do eleitor em votar e citou como exemplo que a própria presidente Dilma Rousseff (PT) tem um bom contingente de eleitores evangélicos que a apoiam. Sobre sua agremiação, o PSC, comentou que “nós somos um partido que não é essencialmente evangélico. A metade da bancada não é evangélica no Partido Social Cristão. Tem evangélicos em todos os partidos políticos”.

Pastor Everaldo esquivou-se de declarar apoio a Marina Silva (PSB) caso ela seja confirmada no segundo turno. “Estou trabalhando, estou crendo. Só vou falar alguma coisa depois do resultado. E se eu for para o segundo turno? Como é que eu vou falar que apoio?”, indagou. “Tem muita água para rolar”.

Convidado a elencar críticas a seus adversários, Pastor Everaldo declarou preferir criticar modestamente o governo já que, segundo pesquisas, 70% dos entrevistados quer mudanças.

Sobre o tema da independência do Banco Central que tem colocado em oposição Dilma Aécio e Marina, por exemplo, declarou que “não existe Banco Central independente” e que apoia o modelo de gestão do BC capitaneado pelo e-presidente do órgão, Henrique Meirelles, quee ficou no cargo entre 2003 e 2010.

“Eu tenho um modelo até que eu gosto de citar. O modelo de taxa de câmbio, de taxa de inflação e de taxa de juros pra mim o melhor modelo. Vamos simbolizar: é o período Henrique Meirelles. É o meu padrão. Aquele modelo ali foi bem cuidado o Banco Central, é desse tipo. Teve uma autonomia, mas não independência. Em lugar nenhum do mundo o Banco Central é independente”, comentou.


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