Líder do PSB na Câmara, deputado gaúcho era amigo de Campos e um dos articuladores da chapa Eduardo-Marina

Sobre favoritismo,  Albuquerque preferiu desconversar ao dizer que a decisão será tomada pela cúpula do PSB na quarta (20)
Divulgação/PSB-RS
Sobre favoritismo, Albuquerque preferiu desconversar ao dizer que a decisão será tomada pela cúpula do PSB na quarta (20)

Despontando como o nome mais viável para a vaga de candidato a vice-presidente na chapa agora encabeçada por Marina Silva, o deputado gaúcho e líder do PSB na Câmara dos Deputados, Beto Albuquerque, descarta o favoritismo apontado pelos correligionários, mas concorda com as credencias que o colocam no páreo.

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Um dos primeiros a chegar no cemitério de Santo Amaro para o enterro do ex-presidenciável Eduardo Campos, Albuquerque apareceu escoltado pelo presidente nacional da legenda, Roberto Amaral, pelo presidente do partido em São Paulo, Márcio França, e pelo coordenador-geral da campanha presidencial, Carlos Siqueira.

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Em pé, posicionado na primeira fileira, dizia que as homenagens da população neste domingo superavam as do avô e mentor de Campos, Miguel Arraes, morto em 2005, também no dia 13 de agosto .

Questionado sobre as discussões a respeito da vaga de vice, disse ao iG que a viúva Renata Campos é um nome forte e que, escolhido ou não, será sempre consultada em razão de sua visão política e inquestionável influência sobre as posições do marido.

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Deputado Beto Albuquerque no enterro do ex-governador Eduardo Campos no Recife
Wanderley Preite Sobrinho/iG (17/08/14)
Deputado Beto Albuquerque no enterro do ex-governador Eduardo Campos no Recife

Sobre o próprio favoritismo, preferiu desconversar ao dizer que a decisão será tomada pela executiva nacional do PSB na reunião marcada para a próxima quarta-feira (20) em Brasília . Admitiu, no entanto, que entende o porquê de o indicarem para o cargo. Além de amigo pessoal de Campos – ele se filiou ao PSB quatro anos antes que o pernambucano – e identificado com suas bandeiras, teria sido “um dos seis” que bancaram a ideia de lançar a candidatura presidencial ao lado de Marina Silva.

A proximidade com Campos era tamanha que foi com a ajuda do amigo que ganhou espaço na executiva nacional e na coordenação da campanha. Mesmo a liderança da bancada do PSB na Câmara teria passado pelo crivo do amigo de juventude.

“Eu me recuso a fazer campanha interna pelo meu nome. Acho que só valerá a pena assumir esse compromisso se houver aclamação por parte do partido”, afirmou ele, um dos escolhidos para depositar rosas sobre o caixão no enterro de ontem. “No momento, sou candidato ao Senado”, disse.

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Favorito ou não, as lideranças do PSB começam a realizar uma bateria de reuniões a partir desta segunda para garantir que o anúncio oficial da nova chapa seja divulgada na quarta, ocasião em que Marina também será oficializada como a nova candidata do PSB à Presidência da República.

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