Quem vai escolher a comissão executiva, em dezembro, são os novos integrantes do diretório. A secretaria-geral deve ficar com o Movimento PT, que apoiou Falcão

Brasil Econômico

A secretaria-geral do PT não deve continuar sob o comando do deputado Paulo Teixeira (SP), da corrente Mensagem do Partido. Ao menos se depender do presidente petista, Rui Falcão, reconduzido ao cargo recentemente. A direção tem ressaltado que não existe qualquer menção no regimento do partido ao fato de a segunda força nas eleições internas - no caso, a Mensagem - indicar automaticamente o nome do secretario-geral. A corrente já ocupava o cargo graças a um acordo com o ex-presidente do PT, José Eduardo Dutra, no PED (Processo de Eleição Direta) anterior. Havia sido indicado para a vaga o ex-prefeito de Guarulhos Eloi Pietá. Com a saída de Pietá, Teixeira o substituiu. Falcão, ao entrar no lugar de Dutra, teria mantido o acordo.

Quem vai escolher a comissão executiva do PT, em dezembro, são os novos integrantes do diretório. Mas deve ser sugerido para a secretaria-geral um nome do Movimento PT. Pela primeira vez, esse grupo deixou de concorrer à presidência e apoiou Falcão. A corrente tem entre seus integrantes a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, e os deputados Arlindo Chinaglia (SP), líder do governo; Marco Maia (RS), ex-presidente da Câmara; e Geraldo Magela (DF). Magela é o nome mais cotado, no momento, para assumir a secretaria. Falcão já havia avisado Paulo Teixeira de que o acordo para ocupar a vaga se encerraria no final deste mandato. Outra questão lembrada pelos integrantes da chapa O Partido que Muda o Brasil - a vencedora - é que Lula havia pedido para Teixeira apoiar Falcão e não concorrer à presidência, mas ele seguiu na disputa.

Tatto foi o segundo e não levou

A atual direção do PT lembra que, na eleição interna de 2005, o grupo PTLM( PT de Luta e de Massas), liderado pelo deputado Jilmar Tatto, foi o segundo mais votado e a secretaria-geral ficou com o hoje ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, também da Mensagem ao Partido.

Sindicalistas vão apoiar Aécio

O deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, presidente do Solidariedade, levará hoje um grupo de 30 sindicalistas da Força Sindical e de outras centrais para um ato em apoio ao senador mineiro Aécio Neves, pré-candidato do PSDB à presidência. O grupo entregará um documento com reivindicações. O encontro será às 13 horas, no bar do Alemão, em Brasília.

Grupo do Solidariedade quer ajudar no programa de governo

Os sindicalistas do Solidariedade querem ajudar a elaborar o programa de governo de Aécio. Paulinho lembra que o mesmo grupo também se reuniu com Dilma, quando era candidata, mas, depois de eleita, a presidente teria “virado as costas para as centrais”. Antes do encontro com Aécio, os sindicalistas farão uma manifestação em frente ao Banco Central, contra os juros altos.

Recomendações ao governo brasileiro

Durante a Conferência das Partes (COP-19) da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que aconteceu em Varsóvia, na Polônia, o secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Carlos Augusto Klink, participou de um evento paralelo organizado pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds). No encontro, foram discutidas duas publicações do conselho. “Estudo sobre Adaptação e Vulnerabilidade à Variabilidade Climática – Casos do Setor Elétrico Brasileiro” e o sumário executivo “Recomendações para a Política de Energia Elétrica do Brasil”. O primeiro apontou a necessidade de fortalecimento da matriz elétrica brasileira e evidenciou a insegurança no abastecimento de um sistema ancorado em hidrelétricas – hoje a fonte mais vulnerável no cenário climático. O segundo propôs caminhos para que a matriz seja fortalecida e de forma sustentável.

Roberto Jefferson (PTB), deputado cassado e condenado no caso do mensalão , prestes a ser preso: "Toda prisão é desonrosa, põe o homem de joelhos, faz dele um zumbi, sem alma”


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