Marina admite palanque duplo em Estados

Por Nivaldo Souza - iG Brasília | - Atualizada às

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Ex-senadora diz que pode manter apoio a candidatos do PSB e alinhados à Rede em regiões onde os partidos não afinarem discurso e que aliança é união de 'anões grandes'

A idealizadora da Rede Sustentabilidade, a ex-senadora Marina Silva, admitiu na tarde desta quarta-feira (9) que pode apoiar palanques duplos de candidatos a governos estaduais em 2014. O apoio seria a candidatos tanto do PSB quanto de partidos nos quais estão abrigados apoiadores da Rede, como José Antônio Reguffe (PDT) e Miro Teixeira (PROS). "Numa eleição de (dois) turnos, podemos ter dois candidatos pensando no segundo turno", afirmou.

Leia mais: Marina diz que ainda é "possibilidade" para a eleição de 2014

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Campos sobre Marina: 'Não vamos ter problema em decidir chapa em 2014'

Alan Sampaio / iG Brasília
Marina se recusou a afirmar se pode ou não ser vice na chapa de Campos

A aliança entre Marina e o presidente do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, pegou de surpresa nomes tido como membros da Rede caso o partido fosse criado ainda a tempo de participar da corrida eleitoral de 2014, o que foi negado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O impasse está levando a costura para lugares como o Distrito Federal, onde o PSB postula concorrer ao Palácio Buriti, sede do governo candango, com o senador Rodrigo Rollemberg. O pedetista Reguffe era tido como certo na disputa pelo governo distrital e agora vive momento de tensão sem saber se Marina manteria apoio a sua candidatura.

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O apoio de Marina pode ser decisivo no Distrito Federal, depois que a ex-senadora derrotou a presidente Dilma Rousseff nas eleições de 2010.

O coordenador de Organização da Rede, Pedro Ivo Batista, também sinalizou que está trabalhando a favor de Reguffe. "Ele terá o apoio da Rede ao se candidatar", diz.

A afinação nos Estados foi tema da reunião do executiva nacional da Rede hoje. No próximo domingo (13), Marina e Campos se reúnem para olhar o mapa político dos Estados e decidir os apoios mútuos. O tema já foi debatido ontem por integrantes de ambos os partidos. "Foi uma reunião para começar a fazer um balanço. Estamos juntos na coligação nacional e vamos discutir os Estados caso a caso para construir um caminho", diz Batista.

Anões unidos

Marina se recusou a afirmar se pode ou não ser vice na chapa de Campos ou mesmo disputar a Presidência República tendo o governador pernambucano como seu vice. "As candidaturas postas são uma possibilidade para o Brasil", afirmou, indicando que ela, Campos e Dilma são "possibilidades".

A ex-senadora reafirmou também que a aliança com o PSB faz parte de uma "profícua e renovada jornada", acusando a imprensa de deturpar o que quis dizer como "possibilidade" em entrevistas concedidas nesta semana. "Quando eu falei de possibilidade, eu estava dizendo que as candidaturas postas são possibilidades para o Brasil. A Dilma é uma possibilidade para o Brasil. O Aécio é uma possibilidade para o Brasil. E o esforço que eu e o Eduardo estamos fazendo do ponto de vista programático é uma possibilidade para o Brasil, porque ninguém tem bola de cristal para determinar quem é que já é o presidente da República", disse.

Marina, contudo, manteve o discurso de que pretende mudar o Brasil. "Não tenho como projeto de vida ser presidente da República. Tenho como objetivo de vida construir um país melhor", disse."Quem descartou a minha candidatura não fui eu, foram os cartórios, que cassaram o registro da Rede Sustentabilidade", afirmou.

Marina fez referência ainda à entrevista do marqueteiro da presidente Dilma, que em declarações à Revista Época sugeriu que ela e Campos seriam anões políticos perto da presidente. "Temos dois anões que se juntaram para ficar grandes e mais fortes", disse. "Achei engraçado (ser chamada de anã), porque anão não é obrigado a ganhar de gigantes. Os gigantes é que têm de derrotar os anões."

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