Comissão da Verdade começa lenta, mas cria base para mudar registros históricos

Por iG Brasília |

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Colegiado, que completa um ano sob críticas de demora nos trabalhos e falta de transparência, agora busca apoio popular

A Comissão Nacional da Verdade completa um ano na próxima quinta-feira (16) cercada de críticas sobre a lentidão dos trabalhos e a falta de transparência. Nesses doze meses, entretanto, o órgão criou fundamentos para a alteração de alguns registros históricos brasileiros.

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A Comissão foi instalada no dia 16 de maio de 2012. De lá para cá, deu início a audiências públicas com familiares de desaparecidos políticos, determinou que somente atos de Estado seriam investigados e chegou a se debruçar sobre acontecimentos da Operação Condor.

Mas um dos primeiros fatos concretos que resultaram da ação da comissão foi o pedido de alteração do atestado de óbito do jornalista Vladimir Herzog, para que constasse do documento a afirmação de que ele foi morto nos porões da ditadura.

Dois outros episódios que apontam para uma revisão do entendimento presente até então na documentação histórica brasileira foram revelados pelo iG. Em janeiro deste ano, o então presidente do órgão, Cláudio Fonteles, afirmou que o deputado Rubens Paiva, tido até então como desaparecido, foi morto nas dependências do DOI-Codi. E, este mês, Paulo Sérgio Pinheiro, que agora coordena os trabalhos, afirmou ao iG que a documentação reunida pela comissão comprova que a máquina da repressão não funcionava descolada do Palácio do Planalto.

Relembre os principais fatos que marcaram o primeiro ano na Comissão da Verdade

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