Presidente disse, em pronunciamento de rádio e TV para marcar o Dia do Trabalho, que já enviou projeto ao Congresso e que vai privilegiar educação

A presidente Dilma Rousseff disse nesta quarta-feira (1º), em pronunciamento no rádio e na TV para marcar o Dia do Trabalho, que enviou ao Congresso Nacional uma nova proposta determinando que todos os royalties do petróleo e recursos do pré-sal sejam aplicados exclusivamente na educação. O tema ocupou mais da metade do pronunciamento e foi o seu tema principal. "O Brasil precisa de uma grande revolução no ensino capaz de garantir o nosso futuro como nação líder e soberana no mundo", afirmou a presidente. Ela chegou a lançar uma nova marca de gestão: "Brasil, pátria educadora".

Leia mais: Revisão eleva em R$ 2 bilhões valor extra de royalties para educação em 2013

Verba para educação: Royalties do petróleo seriam insuficientes para a área

Segundo Dilma, a educação será a “mais decisiva” entre todas as medidas que estão sendo executadas ou em discussão no governo. “O Brasil vai continuar usando instrumentos eficazes para ampliar o emprego, o salário e o poder de compra do trabalhador, mas a partir de agora vai privilegiar como nunca um instrumento que mais amplia o emprego e o salário: a educação”.

Assista à íntegra do pronunciamento de Dilma


Ao destacar que os avanços no campo da educação são responsabilidade não apenas do governo, mas de toda a sociedade, ela fez um apelo para que a população cobre de deputados e senadores a aprovação da MP que destina 100% dos royalties de petróleo para a área. “Um governo só pode cumprir bem seu papel se tiver vontade política e contar com verbas suficientes. Por isso é importante que o Congresso Nacional aprove nossa proposta de destinar os recursos do petróleo para a educação”, afirmou.

Dilma ressaltou que o Brasil avançou muito nos últimos anos e citou os programas de transferência de renda. “Já tiramos 36 milhões de brasileiros da miséria, mas são o emprego e o salário que estão impedindo que essas pessoas voltem para a pobreza", disse. Ela acrescentou que a valorização do salário mínimo, a geração recorde de emprego com carteira assinada e o ganho real em todas as faixas salariais contribuíram para que 40 milhões de brasileiros ascendessem à classe média nos últimos anos.

1º de Maio: Defensores e críticos de Dilma dividem palco em São Paulo

A presidente ressaltou que nos últimos dez anos foram criados 19,3 milhões de empregos com carteira assinada, o salário mínimo cresceu mais de 70% em termos reais, aspectos que, segundo ela, colocaram o país em situação privilegiada no mundo, conforme apontou o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Ela lembrou que, entre 2008 e 2012, o Brasil foi o país que mais reduziu o desemprego, ao registrar queda de 30%, e ressaltou que em 2012, enquanto em diversos países cresciam o desemprego e as perdas salariais, o Brasil registrava o “menor índice de desemprego da história”, tendo sido observados aumentos reais de salários em 95% das categorias.

Dilma destacou avanços trabalhistas recentes, como a aprovação pelo Congresso Nacional da PEC das Domésticas, que igualou os direitos desses trabalhadores aos das demais categorias.

Em seu discurso, Dilma também garantiu que o governo continuará crescendo com estabilidade, distribuição de renda e diminuição das desigualdades, sem descuidar do controle da inflação, que classificou como uma “luta constante, imutável e permanente”. “Esse governo vai continuar sua luta firme pela redução de impostos e de custos para o produtor e para o consumidor, mesmo que tenha que enfrentar interesses poderosos”, destacou.

“Não abandonaremos jamais os pilares da nossa política econômica, que tem por base o crescimento sustentado e a estabilidade e não abriremos mão dos pilares fundamentais do nosso modelo: a distribuição da renda e a diminuição das desigualdades no Brasil”, acrescentou.

Com Agência Brasil

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.