Família de Herzog recebe atestado de óbito que declara morte sob tortura

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Causa da morte atesta 'lesões e maus-tratos' no lugar de 'asfixia mecânica por enforcamento'; documento reconhece que ele morreu vítima de tortura nas dependências do Doi-Codi

Divulgação/Instituto Vladimir Herzog
Família de Herzog recebe novo atestado de óbito de jornalista morto na ditadura

A família do jornalista Vladimir Herzog, morto nas dependências do Doi-Codi durante a ditadura militar em 1975, recebeu m novo atestado de óbito em ato público nesta sexta-feira (15) em São Paulo. O documento traz como causa da morte "lesões e maus-tratos" nas dependências do 2.º Exército (DOI-Codi) e não mais “asfixia mecânica por enforcamento”.

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A nova versão reconhece que o jornalista morreu em decorrência de torturas na sede do órgão subordinado ao Exército e não mais atesta que ele teria cometido suicídio na prisão, como fez prevalecer o regime militar na época. Os familiares de Herzog conseguiram a mudança após decisão da Justiça, em setembro do ano passado.

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O documento foi entregue no Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo (USP), pelo coordenador da Comissão Nacional da Verdade , Paulo Sérgio Pinheiro, em evento que faz parte do ato público que será realizado pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça para reconhecer a condição de anistiado político do estudante Alexandre Vannuchi, morto no dia 17 de março de 1973, aos 22 anos.

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