Dilma afaga Temer em convenção do PMDB e é recebida em clima de campanha

Por Luciana Lima - iG Brasília | - Atualizada às

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Presidenta participou da convenção que vai reconduzir Temer e Raupp à presidência nacional do partido, aliado prioritário do governo

A presidenta Dilma Rousseff não poupou afagos ao vice-presidente Michel Temer e ao PMDB na convenção nacional do partido, principal aliado do governo e prioritário na aliança a ser formada com vistas à reeleição de Dilma em 2014. Neste sábado, em Brasília, o partido formalizará a recondução de Temer e do senador Valdir Raupp à presidência nacional da legenda.

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Alan Sampaio / iG Brasília
Michel Temer e Dilma Rousseff durante a convenção do PMDB, neste sábado, em Brasília

“O PMDB me ajuda a governar e me deu uma de suas maiores contribuições, o vice Michel Temer”, disse Dilma provocando a plateia a gritar repetidas vezes “Michel, Michel, Michel...”. “Vejo que a torcida do Michel está boa”, comentou a presidenta que também interrompeu sua fala para ouvir o bordão repetido em sua homenagem pela claque. “Povo contente com Dilma presidente”.

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Dilma fez questão de ir ao evento, discursar e confirmar a parceria. Ela esteve acompanhada do presidente nacional do PT, Rui Falcão, e da ministra da Secretaria de Comunicação do governo, Helena Chagas. No discurso, Dilma começou elogiando a história do PMDB durante a luta pela redemocratização do país.

“Lembrei que nós todos estávamos nas lutas pela anistia, pelas Diretas Já, pelo estado democrático de direito e pela democracia. Aquela constituição estabeleceu um vínculo indissolúvel entre democracia e bem estar social”, disse a presidenta.

Para agradar ainda mais os peemedebistas, Dilma citou uma frase do ex-presidente do partido morto em um acidente, Ulysses Guimarães. “O estado de direito, consectário da igualdade, não pode conviver com o estado de miséria. Mais miserável do que os miseráveis é a sociedade que não acaba com a miséria”, citou a presidenta, arrancando aplausos.

Alan Sampaio / iG Brasília
Convenção do PMDB neste sábado busca reconduzir Michel Temer (centro) ao comando do partido

Dilma passou aos peemedebistas o que deverá ser a tônica de sua campanha até 2014. Ao falar da economia, um dia depois da divulgação do crescimento econômico de 0,9%, considerado pífio pela oposição, a presidenta repetiu a metáfora já usada em 2010 de partilha do bolo. “Antes falavam que era preciso crescer o bolo para distribuir. Nós provamos que quando o bolo é distribuído o país cresce de forma mais efetiva”, disse.

Provocação

Outro citado por Dilma foi Tancredo Neves, peemedebista histórico, avô do senador Aécio Neves, que deverá ser seu adversário na disputa pelo Planalto em 2014. A presidenta, da mesma forma que havia feito na campanha em 2009, lembrou uma frase de Tancredo na qual ele dizia que "enganam-se os que imaginam possível levantar uma nação rica e poderosa sobre os ombros de um povo explorado, doente, marginalizado e triste. Uma nação só crescerá quando crescer em cada um de seus cidadãos".

Para a presidenta, o “sonho de Tancredo” começou a ser realizado nas administrações petistas. “Vinte oito anos depois nós estamos realizando esse processo de levar as pessoas à classe média e tirar o Brasil da miséria”, disse Dilma. Por fim a presidenta citou o slogan lançado há duas semanas e que será uma das principais marcas de sua campanha. “O fim da miséria é só o começo”, disse a presidenta ao encerrar sua fala.

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