Antes de reunião com Dilma, Campos diz a aliados que não selará acordo para 2014

Por Luciana Lima - iG Brasília | - Atualizada às

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O PSB reclama da prioridade pela presidenta ao PMDB; após encontro, governador de Pernambuco evita falar sobre sua possível candidatura à Presidência

Na conversa que durou cerca de duas horas na tarde desta segunda-feira (14) com a presidenta Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto, o presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, avisou a aliados que evitaria mais uma vez dar como certa uma aliança para a reeleição de Dilma em 2014. Antes de sair de Pernambuco para atender à agenda da presidenta, Campos se reuniu com colegas do PSB e procurou tranquilizar os aliados.

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“Para 2014, o nosso pacto político é outro. Ele dirá a verdade. Dirá a ela que o partido continuará apoiando o governo em 2013, mas não há acordo para 2014”, disse o deputado Beto Albuquerque (RS), que reuniu com o governador antes do embarque, em Recife.

Ao sair do encontro, no entanto, Campos evitou falar sobre sua possível candidatura em 2014, mas também não descartou. Segundo o governador, é perigoso “eleitororalizar” o debate politico neste momento em que a presidenta Dilma precisará de apoio para aprovar matérias importantes referentes à economia no Congresso Nacional. “Vamos ajudar Dilma a vencer 2013”, afirmou.

Ao falar sobre o espaço do PSB na aliança com o governo, Campos evitou fazer reclamações e limitou-se a falar sobre o crescimento do partido nas últimas eleições. “O PSB vem crescendo ao longo de todo esse tempo com qualidade e não vai deixar de debater uma pauta para a sociedade. 2014 nós vamos somente falar em 2014. Não podemos eleitoralizar o debate político”, disse o governador e presidente da legenda após conversa com Dilma.

Um dos motivos mais reclamados pelos socialistas é a prioridade dada ao PMDB pela presidenta. “O PSB cresceu muito para caber nessa aliança. Estamos vendo que o casamento com o PMDB está mais sólido do que nunca”, disse o deputado Beto Albuquerque, que deixou seu cargo de secretário no governo petista no Rio Grande do Sul, para voltar a Câmara e articular a candidatura de Campos à Presidência da República, em 2014.

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Para Albuquerque, diante do cenário político que se desenha, com o PMDB no comando do Senado e da Câmara, não há possibilidade de se vislumbrar uma posição diferente do Planalto, capaz de atrair novamente o PSB para a aliança.

Campos também confirmou que receberá na próxima quinta-feira o candidato à presidência da Câmara Júlio Delgado (PSB-MG) para um almoço em Recife de apoio à sua candidatura. No entanto, Campos não quis se comprometer com a disputa e reforçou que o apoio é da bancada do PSB. “Receberei todos os candidatos à eleição na Câmara. Mas do Julio Delgado é um candidato do meu partido, tem o apoio da minha bancada, não acho que devo me envolver".

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