Passageiros se lavam com água mineral e enfrentam calor no Costa Allegra

Pessoas a bordo comem comida fria e dormem do lado externo do cruzeiro, que é rebocado para as Ilhas Seychelles

iG São Paulo |

Os 627 passageiros do cruzeiro Costa Allegra , que por causa de um incêndio está sem eletricidade e é rebocado para Mahé, nas Ilhas Seychelles, estão se lavando com água mineral e comendo comida fria, como frutas, salsicha e queijo, além de pão que diariamente um helicóptero da companhia lhes traz, informou nesta quarta-feira a Costa Cruzeiros.

O capitão do pesqueiro Trevignon, Alain Derveute, que reboca o Costa Allegra, disse que as condições a bordo "são difíceis porque não há energia e faz calor sufocante de 30 graus no exterior, e dentro deve ser ainda pior". Derveute explicou também que duas pessoas dividem o comando do pesqueiro. "Por segurança, decidimos excluir o piloto automático", disse.

AP
Passageiros e tripulantes do Costa Allegra são vistos no convés enquanto o navio é rebocado (28/02)
A empresa proprietária do navio, Costa Cruzeiros, acrescentou que o horário de chegada à Ilha de Mahé, a maior do arquipélago das Seychelles, está sujeito a variações em função da velocidade e das condições do tempo e do mar. Anteriormente, a chegada estava prevista para a manhã de quinta-feira, mas problemas durante o reboque fizeram com que o processo sofresse atraso . Três aviões serão usados para levar para Roma, na Itália, os passageiros e tripulantes do cruzeiro.

A Costa Cruzeiros declarou ainda que está em contato com os familiares de todos os passageiros para tranquilizá-los e mantê-los informados.

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De acordo com a Costa Cruzeiros, a "ligeira brisa" que sopra pela velocidade que o navio adquiriu graças a seu reboque "ajuda a tornar a situação mais suportável", embora devido à falta de ar condicionado os passageiros estejam há duas noites dormindo ao ar livre.

Equipes

Nas próximas horas está prevista a chegada à embarcação de alguns membros da equipe Costa Care, organização de assistência às viagens, que providenciarão a repatriação de todos os passageiros.

Também em Mahé, segundo comunicou a empresa, há uma equipe de 14 pessoas que dará assistência aos 627 passageiros (entre eles 15 espanhóis, dois brasileiros e um uruguaio), que serão alojados em hotéis até o retorno a seus países.

Conforme explicou o porta-voz da Capitania dos Portos, o comandante Cosimo Nicastro, também está previsto que chegue ao navio uma equipe de técnicos enviados pela companhia que estudará a possibilidade de voltar a ativar parcialmente os propulsores da embarcação, o que aceleraria a chegada ao porto.

Acidente

O Costa Allegra foi atingido por um incêndio na área de geradores na quarta-feira, que fez com que os motores parassem de funcionar.

Entre os passageiros há dois brasileiros, cujas identidades não foram divulgadas pelo Itamaraty. A Embaixada do Brasil na Tanzânia já foi acionada e confirmou à BBC Brasil a presença dos dois brasileiros na embarcação e o provável desembarque para esta quinta-feira.

O navio é operado pela Costa Cruzeiros, a mesma do navio Costa Concordia, que naufragou na costa italiana em janeiro, deixando 32 mortos.

O Costa Allegra está em um local considerado perigoso por conta da atuação de piratas somalis. Um avião do governo de Seycheles também estaria fazendo sobrevoos para patrulha aérea.

O navio conta com nove guardas armados a bordo, e outros seguranças estariam na traineira francesa que reboca o navio. Os piratas da região nunca atacaram um navio de cruzeiro.

Segundo o capitão Derveute, os passageiros estão ciente da da presença de piratas "nessas águas, mas sentem-se seguros porque a bordo do Costa Allegra há militares".

*Com EFE

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