Partidos políticos prometem felicidade em campanha eleitoral no Japão

TÓQUIO - Partidos que tentam provocar o riso e garantem felicidade em suas promessas eleitorais concorrerão às eleições gerais que serão realizadas no dia 30 de agosto no Japão.

EFE |

"Alcançar a felicidade e o sucesso através do sorriso para fazer do Japão um país alegre e ativo". Essa é a missão de Mac Akasaka, líder e guia terapêutico do Partido do Sorriso.

O Partido da Consecução da Felicidade, o do Sorriso, o Socialista ou o Novo Partido do Povo (NPP) poderão ter um papel importante se nenhuma das grandes forças, o governista Partido Liberal Democrata (PLD) ou o opositor Partido Democrático (PD), obtiverem maioria absoluta.

A maioria deles não acredita que serão eleitos, mas busca o resultado antecipado pelas enquetes: o fim dos 54 anos de governo do PLD, atualmente em coalizão com o grupo budista Novo Komeito.

"É hora de tirar a coalizão PLD-Novo Komeito do poder e explorar uma nova direção política", diz um dos lemas divulgado pelo minoritário Partido Comunista Japonês (PCJ).

Campanha inusitada

Longe do tradicional perfil de político japonês, os membros dos partidos minoritários se caracterizam por sua maior proximidade com o povo e uma peculiar forma de fazer campanha.

Assim, o "Partido do Sorriso" conta com um curioso candidato que, de cuecas e um pequeno pandeiro nas mãos, se propôs, durante a campanha eleitoral, que começou na terça-feira, a arrancar gargalhadas dos japoneses, em um país que é considerado o sexto país menos feliz da Ásia.

Já o Partido da Consecução da Felicidade, apoiado por um movimento religioso que procura "reduzir os impostos e proteger os japoneses dos mísseis norte-coreanos", se distancia dos dois grandes partidos pelo alto número de mulheres incluídas em suas listas de candidatos.

Dos 1.374 candidatos que estão concorrendo ao pleito no Japão, somente 229 (16,7%) são mulheres.

Destas, 73 pertencem aos partidos "mais felizes", enquanto os majoritários PD e PLD só apresentaram a candidatura de 46 e de 27 mulheres, respectivamente.

População idosa

O envelhecimento da população japonesa - a previsão é que 40,5% seja composta por maiores que 64 anos em 2055 - é visível nos partidos políticos e entre os eleitores.

Os comícios eleitorais no Japão, realizados na rua e em frente a movimentadas estações de trem, são assistidos em sua maioria por idosos, que suportam de pé o calor do verão para ver líderes políticos geralmente mais próximos a sua geração que a de seus filhos.

As eleições no Japão costumam ser caracterizadas por uma baixa participação de jovens, em parte porque os programas políticos são dirigidos à população de idade mais avançada, como demonstra um dos principais temas desta campanha: a previdência.

Os próprios políticos tentam atrair os mais jovens através de seus perfis em redes sociais como o Twitter ou o Facebook, que, durante o período de campanha, não poderão ser atualizados.



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