Esta não é a primeira vez que o país vive uma crise relacionada ao vampirismo: em 2002, as mesmas suspeitas levaram a uma onda de violência

Por causa de uma superstição sobre vampiros, funcionários das ONU foram ameaçados e tiveram que ser realocados
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Por causa de uma superstição sobre vampiros, funcionários das ONU foram ameaçados e tiveram que ser realocados


Motivados por rumores, alguns moradores do Malawi iniciaram uma “caça a vampiros” na região sul do país africano. Em meados de setembro, cinco pessoas foram mortas em decorrência dos ataques, organizados por máfias armadas. Agora, funcionários da Organização das Nações Unidas (ONU) no país precisaram ser realocados como parte de uma medida de precaução.

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Segundo informações do The Mirror , há algumas semanas, grupos armados tomaram as ruas dos distritos na região do Maciço de Mulanje em busca de vampiros . Tudo começou com uma série de rumores, que espalhados entre a população, provocaram um cenário de histeria coletiva.

Até agora, foram identificados cinco assassinatos motivados pelo suposto vampirismo. Segundo informações da polícia do Malawi, as vítimas foram acusadas de “tentar sugar o sangue das pessoas para usá-lo em rituais de magia”. Após os crimes, mais de 100 oficiais foram enviados à região para reforçar o policiamento, porém, nada se mostrou efetivo para conter os ataques.

O caso mais recente aconteceu no fim de semana, quando um grupo encontrou duas pessoas, que rumavam ao Maciço para rezar, e as assassinou. Sem evidências concretas, a motivação da máfia era a mesma já utilizada em outros ataques: a suspeita de que as pessoas são adeptas do vampirismo .

“Nós tentamos lembrar as pessoas que histórias sobre sugadores de sangue existem por aqui desde tempos imemoriais, porém, nenhum caso nunca havia sido registrado”, explicou James Kadadzera, porta-voz da polícia local, ao mesmo portal. Entretanto, boa parte da população do interior do país acredita em casos de bruxaria , o que contribui para a propagação de boatos do gênero.

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A situação da ONU

A crise enfrentada pelo país atingiu diretamente a atuação da ONU no Malawi. Após os assassinatos, funcionários alocados em distritos que tem sido palco dos ataques foram obrigados a se retirar do local. A recomendação, agora, é que a organização suspenda suas atividades na área até que a situação seja normalizada.

Um dos países mais pobres do mundo, o Malawi depende dos esforços da ONU e de outras ONGs, situação colocada em xeque por causa da onda de violência. Outras organizações também foram obrigadas a retirar seus funcionários da região. E monitorando de perto os casos, esperam voltar o mais rápido possível às suas atividades rotineiras.

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Esta, porém, não é a primeira vez que o Malawi  enfrenta uma crise de segurança por causa de vampiros. Em 2002, rumores da mesma natureza motivaram uma onda de violência no país africano.

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