Cerimônia em Bagdá marca fim da Guerra do Iraque

Secretário de Defesa dos EUA diz que conflito ajudou iraquianos a 'derrubar tirano' e a construir futuro de prosperidade e paz

iG São Paulo | 15/12/2011 09:40

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O governo dos Estados Unidos encerrou oficialmente a Guerra do Iraque nesta quinta-feira, em uma cerimônia simbólica em Bagdá na qual a bandeira americana foi retirada para ser levada de volta ao país. A saída dos soldados será finalizada em 31 de dezembro.

Durante a cerimônia, o secretário de Defesa dos EUA, Leon Panetta, afirmou que o conflito colocou o Iraque no caminho da democracia. “Vocês vão embora com muito orgulho”, disse Panetta a soldados. “Vocês vão embora seguros de que seu sacrifício ajudou o povo iraquiano a derrubar um tirano do poder e a oferecer prosperidade e paz para as gerações futuras.”

Leia também: Obama discursa em base militar e marca fim da Guerra do Iraque

Foto: AP

Militares dos Estados Unidos participam de cerimônia em Bagdá que marca o fim da Guerra do Iraque

O secretário de Defesa reforçou a promessa do presidente dos EUA, Barack Obama, de manter uma presença diplomática robusta no Iraque, garantindo boas relações a longo prazo.

Segundo a Associated Press, nesta quinta-feira apenas duas bases americanas ainda funcionavam no Iraque e cerca de quatro mil soldados estavam no país. O número chegou a ser muito maior: 500 instalações e até 170 mil militares.

Só um pequeno contingente de instrutores civis e cerca de 200 adidos militares devem permanecer, devido à proteção da Embaixada dos EUA em Bagdá. O conflito, que começou em 2003, durante o mandato do presidente George W. Bush (2001-2009) matou cerca de 4,5 mil americanos e mais de 100 mil iraquianos.

Celebração

Na quarta-feira, as ruas da cidade de Falluja, no oeste do país, ficaram lotadas durante uma manifestação para celebrar a retirada das tropas americanas. De maioria sunita, o local já foi reduto da Al-Qaeda e registrou algumas das mais violentas batalhas da guerra.

Cerca de três mil manifestantes participaram da passeata segurando cartazes e queimando bandeiras dos EUA. "As celebrações marcam um dia histórico para a cidade de Falluja, e devemos lembrar com orgulho dos mártires que sacrificaram seu sangue por esta cidade", disse Dhabi al-Arsan, vice-governador da província de Anbar, dirigindo-se à multidão.

Enquanto isso, nos Estados Unidos, o presidente Barack Obama discursou para soldados que foram à guerra, na base militar de Fort Bragg, na Carolina do Norte.

Acompanhado da primeira-dama Michelle, o presidente deu boas-vindas aos militares que já regressaram aos Estados Unidos e aplaudiu o que chamou de "realização extraordinária" e declarou que a Guerra do Iraque está chegando ao fim "não com uma batalha final, mas com uma marcha em direção à casa".

No discurso, Obama tentou mostrar o lado humano da guerra, destacando a bravura e os sacrifícios das tropas americanas. Ele relembrou o início do conflito, em 2003, quando era senador por Illinois.

"Sabíamos que esse dia iria chegar. Mas ainda assim, há algo profundo sobre o fim dessa guerra que durou tanto tempo."

Com AP e Reuters

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