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Binyamin Netanyahu, líder conservador israelense, é suspeito de receber suborno e pode ser formalmente indiciado pela Justiça do país

Netanyahu pode vir a ser caso os promotores de Israel considerem válidos os indícios apresentados pela polícia
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Netanyahu pode vir a ser caso os promotores de Israel considerem válidos os indícios apresentados pela polícia

A polícia israelense recomendou à Justiça do país o indiciamento do premiê Binyamin Netanyahu. Ele é investigado por corrupção e, de acordo com jornais locais, a polícia encontrou indícios de que ele teria recebido suborno e atuado para influenciar o noticiário de Israel em favor do Partido Conservador, do qual faz parte e lidera.

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Netanyahu  não foi formalmente acusado, mas pode vir a ser caso os promotores de Israel considerem válidos os indícios apresentados pela polícia.

São dois os casos que a polícia vem investigando e que tangenciam o político de Israel. No primeiro deles, tratado pelos policiais como “Caso 1.000”, Netanyahu é suspeito de receber presentes avaliados em mais de US$100 mil de um produtor de cinema de Hollywood . O bilionário israelense Arnon Milchan teria presenteado Netanyahu em troca de favores políticos.

Já no segundo episódio, referido como “Caso 2.000”, o primeiro ministro é suspeito de negociar junto a um jornal local uma cobertura positiva sobre seu governo. Em contrapartida, ele dificultaria a atuação de um jornal concorrente.

No mais alto posto de Israel desde 2009, Netanyahu nega qualquer crime e se diz perseguido pela polícia.

Colonização

Em outra frente, que não a criminal, Netanyahu enfrenta polêmicas a frente de Israel. Isso porque o líder resolveu relançou um projeto de colonização em uma área fronteiriça reivindicada pelos palestinos, que há décadas vivem um interminável conflito com os israelenses.

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A prefeitura israelense de Jerusalém deu a aprovação definitiva à construção de 556 casas em três bairros de colonos do leste da cidade, de população majoritariamente árabe, anunciou um conselheiro municipal.

Paralelamente, a ala mais dura da direita no poder lançou uma campanha de pressão contra Netanyahu, a favor da anexação de Maalé Adumim, uma importante colônia da Cisjordânia ocupada.

"As regras do jogo mudaram com a chegada de Donald Trump ao poder. Não temos mais as mãos atadas, como na época de Barack Obama", afirmou Meir Turjeman, presidente da Comissão de Construção e Planejamento da prefeitura de Jerusalém.

"Essas 566 casas são apenas o tiro de largada. Temos planos para construir 11 mil casas, à espera de autorização" nos bairros de colonos de Jerusalém Oriental, acrescentou.

A resposta palestina não demorou a chegar: "a decisão israelense é um desafio ao Conselho de Segurança (da ONU), sobretudo após sua recente votação, na qual afirma o caráter ilegal das colônias", afirmou Nabil Abu Rudeina, porta-voz da presidência palestina.

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