Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou em reunião que “os palestinos se negam a reconhecer um Estado judeu independente”

Presidente Emmanuel Macron, da França, recebeu o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu
Reprodução/Facebook/Emmanuel Macron
Presidente Emmanuel Macron, da França, recebeu o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu

O presidente da França, Emmanuel Macron, pediu neste domingo (16), ao lado do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que as negociações entre israelenses e palestinos sejam retomadas até que segue a uma solução de dois Estados.

Leia também: Jerusalém reabre as portas das Esplanada das Mesquitas após ataque

Macron reiterou a Netanyahu o “apoio indefectível” para que Israel tenha sua segurança garantida, com uma alusão expressa à potencial ameaça do Irã, mas também criticou a colonização dos territórios palestinos ocupados. “As condições das negociações e da paz não devem ser questionadas na prática”, disse o presidente da França em seu primeiro encontro bilateral com o chefe do Executivo israelense.

O governante francês insistiu que o objetivo deve ser a existência de dois Estados “com fronteiras seguras e reconhecidas e com Jerusalém como capital”. Netanyahu, por sua vez, afirmou que “os palestinos se negam a reconhecer um Estado judeu independente” e contou que tinha transmitido ao presidente da França a inquietação israelense “diante de qualquer forma de agressão” por parte do grupo jihadista Estado Islâmico e do Irã.

Leia também: Ex-presidente do Peru e esposa são presos preventivamente por caso Odebrecht

Sobre este último ponto, o líder francês garantiu ao premiê israelense sua “vigilância” para o cumprimento “estrito” por parte do Irã do acordo assinado em 2015 com o Grupo 5+1 (integrado pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU mais a Alemanha), pelo qual a república islâmica se comprometeu a não desenvolver tecnologia nuclear com fins militares.

O presidente também disse que compartilha “as inquietações israelenses sobre o armamento” do grupo xiita libanês Hezbollah, e anunciou que tem a intenção de continuar com a ação “diplomática” para “erradicar” essa ameaça. Ele lembrou as milhares de mortes e os milhões de deslocados no conflito na Síria e insistiu na “necessidade de uma transição inclusiva e sustentável” e na busca de “uma paz justa para os sírios”.

Leia também: Turistas que morreram esfaqueadas no Egito eram alemãs, afirmam autoridades

O mandatário francês assegurou que “a convergência de pontos de vista” sobre esta questão “é grande” entre os dois países, como também é “na luta contra os grupos terroristas”. Netanyahu confirmou as palavras do francês ao afirmar que ambos compartilham “o mesmo desejo de um Oriente Médio pacificado” e indicou a “possibilidade crescente de cooperação” para consegui-lo, sobretudo porque França e Israel têm que “reagir a ameaças comuns”.

Visita

Macron convidou o premiê israelense a Paris para participar na manhã de hoje das homenagens no 75º aniversário das operações policiais que as forças da ordem francesa fizeram em julho de 1942, durante o regime de Vichy, que colaborava com os nazistas, quando mais de 13 mil judeus, entre eles mais de 4 mil crianças, foram detidos pelos agentes franceses. Quase todos esses judeus foram deportados para o campo de extermínio de Auschwitz, na Polônia, onde foram assassinados.


* Com informações da Agência Brasil

    Leia tudo sobre: Estado Islâmico
    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.