O Vaticano anunciou neste sábado (18) que iniciou uma investigação sobre supostas relações homossexuais mantidas entre menores no pré-seminário São Pio X, na Santa Fé, que acolhe coroinhas e possíveis seminaristas.

Leia também: Sexo, drogas e orações: membro do Vaticano é preso por dar festa em apartamento

Vaticano é a sede da Igreja Católica e uma cidade-Estado cujo território está dentro da cidade de Roma, capital da Itália
Paulo Pinto/Fotos Públicas
Vaticano é a sede da Igreja Católica e uma cidade-Estado cujo território está dentro da cidade de Roma, capital da Itália

"Em consideração dos novos elementos surgidos recentemente está em curso uma nova investigação para que se lance toda a luz sobre o que realmente aconteceu", disse o Vaticano em comunicado. Os líderes da Igreja Católica afirmam também que, desde 2013, foram realizadas investigações em várias ocasiões depois que "algumas denúncias anônimas e não anônimas" foram efetuadas.

Leia também: Professora é presa após obrigar alunos a fazer sexo 'em troca de boas notas'

"Os fatos denunciados, que datavam de anos anteriores e nos quais estariam envolvidos alunos coetâneos entre si, alguns dos quais já não estavam presentes no instituto no momento das investigações, não encontraram uma confirmação adequada", acrescenta a nota.

Abuso sexual

O assunto voltou a ser preocupação da Igreja após casos de abuso sexual entre os alunos do pré-seminário, localizado a poucos metros da Casa Santa Marta, residência oficial do papa Francisco, serem o foco central de recentes investigações jornalísticas.

Neste mês, o jornalista italiano Gianluigi Nuzzi apresentou um livro intitulado "Peccato originale" ("Pecado Original", em tradução livre) no qual divulga o relato do jovem polonês Kamil Tadeusz Jarzembowski sobre supostos abusos cometidos na instituição.

Leia também: Povo do Zimbábue celebra, mas Mugabe se diz “pronto para morrer pelo correto”

Na polêmica publicação, o garoto conta sobre "os abusos no seu quarto a outro seminarista, mais de 140 vezes e dos quais ele era testemunha ocular". Os casos teriam ocorridos entre os anos de 2013 e 2014.

*Com informações da agência Ansa

    Mais Recentes

      Comentários

      Clique aqui e deixe seu comentário!