Cinzas de brasileiro fuzilado na Indonésia serão levadas para o Rio de Janeiro

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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Corpo de Marco Archer Cardoso Moreira, executado no sábado foi cremado; a tia dele acompanha os procedimentos no país

Agência Brasil

O corpo do brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, executado no sábado (17) - horário de Brasília - na Indonésia, foi cremado no país e suas cinzas serão levadas para o Rio de Janeiro pela advogada Maria de Lurdes Archer Pinto, tia dele.

Foto mostra Marco Archer Cardoso Moreira no Rio de Janeiro
Reprodução/Youtube
Foto mostra Marco Archer Cardoso Moreira no Rio de Janeiro

Antes: Corpo de brasileiro executado na Indonésia é cremado

Única parente ainda viva do brasileiro condenado à morte por tráfico de drogas, Maria de Lurdes está na Indonésia e esteve com Marco Archer antes da execução. As informações são do jornalista Nelson Veiga, amigo de Archer, que falou à Agência Brasil por telefone.

Após o fuzilamento do brasileiro, a presidente Dilma Rousseff disse estar "consternada" e "indignada" e convocou para consultas o embaixador do Brasil em Jacarta. No meio diplomático, a medida representa uma espécie de agravo ao país no qual está o embaixador. Já o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, disse que a execução causa "uma sombra" na relação entre o Brasil e a Indonésia.

Em nota, a organização não governamental Anistia Internacional considerou o ato um "retrocesso". Archer e outros cinco traficantes de drogas mortos pela Indonésia formam o primeiro caso de execução aprovada pelo presidente Joko Widodo, que assumiu o cargo recentemente.

"Este é um retrocesso grave e um dia muito triste. A nova administração tomou posse prometendo fazer dos direitos humanos uma prioridade, mas a execução de seis pessoas vai na contramão desse compromisso", disse o diretor de Pesquisa sobre a Região do Sudeste Asiático e Pacífico da Anistia Internacional, Rupert Abbott.

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Rodrigo Gularte foi condenado à morte em 2005 por chegar à Indonésia com seis quilos de cocaína. Foto: Reprodução/FacebookSegundo imprensa local, execução de Gularte deveria ocorrer ainda neste mês. Foto: AFPBrasileiro condenado a morte na Indonésia por tráfico de drogas foi executado no dia 17 de janeiro. Foto: Reprodução/YoutubeExecução foi feita mesmo após pedidos de cancelamento feitos pelo governo brasileiro. Foto: ReproduçãoMarco Archer Cardoso Moreira, 53, foi executado na madrugada de domingo (17) no horário indonésio – por volta das 15h no Brasil. Foto: Reprodução/FacebookMoreira era solteiro, não tinha filhos e seus pais haviam morrido; uma tia foi visitá-lo na Indonésia antes da execução. Foto: Reprodução/FacebookO brasileiro foi preso em 2003 ao entrar no aeroporto de Jacarta com 13,4 quilos de cocaína. Foto: Reprodução/InternetBalsa foi usada para transportar brasileiro para local da execução. Foto: AP

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O carioca de 53 anos foi o primeiro brasileiro executado por crime no exterior. Archer trabalhava como instrutor de voo livre e foi preso em agosto de 2003, quando tentou entrar na Indonésia pelo aeroporto de Jacarta com 13,4 quilos de cocaína escondidos em uma asa-delta desmontada em sete bagagens.

À época ele havia conseguido fugir do aeroporto, mas foi localizado duas semanas depois na Ilha de Sumbawa. Archer confessou o crime e disse que recebeu US$ 10 mil para transportar a cocaína de Lima, no Peru, até Jacarta. No ano seguinte, ele foi condenado à morte.

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O jornalista Nelson Veiga cobrou medidas duras do governo brasileiro em relação à Indonésia e fez elogios ao amigo.

"Ele tinha um coração enorme, era uma pessoa maravilhosa que queria retornar para o Brasil e falar para as crianças que o caminho das drogas só leva a duas coisas: à morte ou à prisão. [Ele era] um cara com um carisma tão grande que os guardas da prisão emprestavam o celular para ele falar com a gente."

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