Autoridades norte-americanas afirmam, no entanto, que nenhuma decisão foi tomada para expandir ações ao país

Reuters

Os EUA preparam opções militares para pressionar o Estado Islâmico na Síria, informou o Exército dos EUA, nesta segunda-feira (25). No entanto, autoridades afirmam que, ao menos por ora, nenhuma decisão foi tomada para expandir as ações do país para além dos bombardeios aéreos que já estão sendo realizados no Iraque.

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O presidente norte-americano, Barack Obama, tem limitado a campanha militar ao território da ex-ditadura de Saddam Husseim, focando na proteção de diplomatas e civis norte-americanos ameaçados. Ainda assim, autoridades não descartam uma escalada das ações militares contra o Estado Islâmico, que aumentou suas ameaças abertas aos EUA.

O chefe do Estado-Maior conjunto, general Martin Dempsey, disse na semana passada que o Estado Islâmico precisa ser abordado de "ambos os lados do que, agora, representa uma fronteira não existente" entre a Síria e o Iraque.

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O porta-voz de Dempsey confirmou nesta segunda que as opções contra o grupo radical estão sendo revisadas e ressaltou a necessidade de se formar "uma coalizão de parceiros capazes, regionais e europeus".

"Juntamente com o Comando Central, (Dempsey) está preparando opções para abordar o Isis (Estado Islâmico do Iraque e do Levante, como era conhecido o grupo antes da crise atual) tanto no Iraque quanto na Síria com uma variedade de ferramentas militares, incluindo ataques aéreos", disse o coronel Ed Thomas. "O importante é que as nossas forças estão inclinadas a uma parceria com aliados regionais contra o Isis."

James Foley antes de ser morto: caso fortaleceu possibilidade de ação americana
Reprodução/Youtube
James Foley antes de ser morto: caso fortaleceu possibilidade de ação americana

Dois outros oficiais norte-americanos reconheceram a preparação de opções de ataque contra o Estado Islâmico na Síria, sendo que um deles disse que o planejamento já está sendo feito há algumas semanas. Ainda assim, nenhum dos dois sugeriu que a iniciativa militar dos EUA seja iminente.

Representantes do Partido Republicano pediram ações mais agressivas dos EUA para derrotar militantes do grupo na Síria e no Iraque, acusando Obama de ter falhado com certas medidas para impedir potenciais ameaças em solo norte-americano.

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Dempsey, afirmou Thomas, acredita que o Estado Islâmico precisa ser pressionado no Iraque e na Síria e que derrotar o grupo pode exigir um esforço contínuo por um período prolongado de tempo além de "muito mais ações militares".

Embora a campanha militar aérea dos EUA, iniciada neste mês, tenha causado alguns prejuízos ao grupo, ela não aborda o problema mais profundo das disputas sectárias que o ele tem abastecido com seus ataques aos muçulmanos xiitas.

Em retaliação aos bombardeios, o Estado Islâmico divulgou na semana passada um vídeo de um de seus militantes encapuzados decapitando o jornalista norte-americano James Foley.

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