Crimeia, na Ucrânia, convoca referendo para aderir à Rússia

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Para premiê da Ucrânia e EUA, votação no dia 16 é ilegítima. UE alerta que resultado não será reconhecido pelo Ocidente

Legisladores da região da Crimeia, na Ucrânia, decidiram nesta quinta-feira (6) realizar um referendo em 16 de março para saber se a província deve incorporar-se à Rússia. “Essa é a nossa resposta à desordem e anarquia em Kiev”, disse Sergei Shuvainikov, membro da Assembleia Legislativa da Crimeia. “Nós mesmos vamos decidir nosso futuro.”

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AP
Grupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3)


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O Parlamento na Crimeia, região que já tem um certo grau de autonomia na Ucrânia, aprovou o referendo com 78 votos favoráveis e oito abstenções. Os eleitores também poderão escolher entre continuar a fazer parte da Ucrânia, mas com a ampliação dos poderes locais.

O primeiro-ministro da Ucrânia, Arseniy Yatsenyuk, caracterizou a decisão dos legisladores da Crimeia como ilegítima, enquanto uma autoridade da União Europeia (UE) alertou que os resultados de qualquer referendo não serão reconhecidos pelo Ocidente. Nos EUA, uma autoridade graduada do governo Obama também questionou a legitimidade do referendo, afirmando que a não inclusão do "governo legítimo" da Ucrânia em quaisquer decisões sobre o futuro da região estratégica viola a lei internacional.

Um referendo já havia sido agendado na Crimeia para o dia 30 de março, mas a questão a ser colocada em voto seria sobre se a sua região deve aproveitar sua "autonomia de Estado" dentro da Ucrânia.

Mais cedo, o novo líder da Crimeia disse que as forças pró-Rússia no local estavam acima de 11 mil e que essas tropas controlam agora todo o acesso à península no Mar Negro, já bloqueando todas as bases militares que ainda não se renderam.

Veja as fotos da presença militar russa na Crimeia, Ucrânia:

Comboio de caminhões brancos com ajuda humanitária deixa Alabino, nos arredores de Moscou, Rússia (12/08). Foto: APManifestante ao lado de transeuntes na Praça da Independência em Kiev (9/08). Foto: ReutersManifestante segura coquetel molotov enquanto tenta impedir que trabalhadores municipais e voluntários limpem barricadas em Kiev (9/08). Foto: ReutersMembro de equipe antibomba inspeciona cratera com os restos de um projétil depois de uma noite de combates em Donetsk, Ucrânia (6/08). Foto: APMulher deixa prédio danificado por suposto bombardeio levando seus pertences na área central de Donetsk, Ucrânia (29/07). Foto: ReutersRebeldes pró-Rússia em um tanque com a bandeira da Rússia em uma estrada a leste de Donetsk, Ucrânia (21/07). Foto: APPrimeiro-ministro ucraniano Arseniy Yatsenyuk, à dir., conversa com um oficial durante inspecção ao Exército fora da cidade de Slovyansk, Ucrânia (16/07). Foto: APPremiê ucraniano, Arseniy Yatsenyuk (E), cumprimenta soldado ao inspecionar tropas em Slovyansk, leste da Ucrânia (16/07). Foto: APMulher chora perto de prédio que desmoronou após ataque aéreo em Snizhne, a 100 km a leste da cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia (15/07). Foto: APCombatente da República Popular de Donetsk se despede de sua família, que deixa essa cidade no leste da Ucrânia para refugiar-se na Rússia (14/07). Foto: APCombatentes separatistas pró-russos esperam atrás de sacos de areia em posto de controle em Donetsk, Ucrânia (10/07). Foto: ReutersMilitares ucranianos perto das armas apreendidas de separatistas pró-russos perto Slaviansk, Ucrânia (8/07). Foto: ReutersMilitante mascarado pró-Rússia organiza o trânsito em posto de controle após ataque das tropas ucranianas em Slovyansk (24/4). Foto: APAtiradores mascarados pró-Rússia guardam entrada de escritório regional ucraniano do Serviço de Segurança em Luhansk com bandeira russa ao fundo (21/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional capturado em Donetsk. Cartaz diz: 'EUA, tirem as mãos do leste da Ucrânia' (19/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia olha para o lado de fora de janela em prédio da administração regional de Donetsk, Ucrânia (18/4). Foto: APAtirador pró-Rússia abre caminho para veículo de combate com homens armados em seu topo em Slovyansk, Ucrânia (16/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia (15/4). Foto: APAtivista pró-Rússia é visto durante invasão de delegacia na cidade de Horlivka, leste da Ucrânia (14/4). Foto: APAtivistas armados pró-Rússia ocupam a delegacia de polícia no leste da Ucrânia, na cidade de Slaviansk (12/04). Foto: APAtivistas pró-Rússia ocupam delegacia de polícia e constroem uma barricada na cidade ucraniana oriental de Slovyansk (12/04). Foto: APHomens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3). Foto: APSoldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3). Foto: ReutersUm homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3). Foto: ReutersMarinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3). Foto: APCriança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3). Foto: APSoldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3). Foto: APGrupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APComboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APHomem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)
. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

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O Ocidente juntou-se à nova liderança da Ucrânia em Kiev para exigir que a Rússia retire suas forças da Crimeia, mas somente um pequeno progresso foi relatado após intensa atividade diplomática em Paris na quarta-feira envolvendo o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, e o chanceler russo, Serguei Lavrov.

Líderes da UE se reunirão para uma sessão de emergência em Bruxelas nesta quinta-feira para decider quais tipos de sanções eles podem impor contra a Rússia por causa das atividades na Ucrânia. 

Pedido formal

Em comunicado no site do Parlamento da Crimeia, os legisladores pediram ao presidente russo, Vladimir Putin, "para iniciar o processo" que permite, formalmente, a união da província à Federação Russa. O Kremlin disse que o presidente Putin estava ciente dos últimos acontecimentos, e o Parlamento da Rússia apresentou um projeto de lei para permitir que isso aconteça.

Inconstitucional

O ministro da Economia da Ucrânia afirmou nesta quinta-feira que um referendo sobre o status da Crimeia, planejado por líderes pró-Rússia na região, é ilegal. "Minha posição é que esse referendo é inconstitucional", disse o ministro Pavlo Sheremeta na capital Kiev.

*Com AP, Reuters e BBC

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