Forças Armadas da Rússia ocupam aeroportos na Crimeia, acusa Ucrânia

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Parlamento ucraniano pediu à ONU para intervir. Agência de notícias russa nega que o país esteja controlando aeroportos

Tropas russas tomaram o controle de dois aeroportos estratégicos na Península da Crimeia, acusou nesta sexta-feira (28) o ministro do Interior da Ucrânia, Arsen Avakovda. A mídia estatal russa, porém, negou que as Forças Armadas russas tenham tomado o controle dos locais. Enquanto isso, a Ucrânia pediu ao Conselho de Segurança da ONU para intervir na escalada de conflito no país.

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AP
Homem com uniforme das forças armadas patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia


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Nenhum caso de violência foi noticiado no aeroporto civil da capital da Crimeia, Simferopol, ou no aeroporto militar de Sebastopol, localizado no porto do Mar Negro, também na Crimeia. No aeroporto de Simferopol, um homem que dizia falar em nome das Forças Armadas descreveu os ocupantes como milicianos.

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Qualquer incursão militar russa na Crimeia aumentaria dramaticamente os riscos de conflito da Ucrânia, que viu o presidente pró-Rússia, Viktor Yanukovych, deixar o país na semana passada após três meses de manifestações contra seu governo. Moscou prometeu proteger os ucranianos de língua russa na Crimeia, onde tem uma grande base naval, e tanto a Ucrânia quanto o Ocidente têm alertado a Rússia para ficar longe.

Veja as imagens dos protestos que causaram a queda de Yanukovych:

Manifestantes antigoverno descansam em barricada no centro de Kiev, Ucrânia (21/2). Foto: APCorpos de manifestantes antigoverno mortos em confrontos com a polícia são vistos na Praça da Independência, em Kiev (20/2). Foto: APAtivistas apagam incêndio em árvore que foi incendiada durante queima de barricadas perto da Praça da Independência, em Kiev, Ucrânia (20/2). Foto: APManifestante ferido é levado de maca a um hospital em Kiev, capital da Ucrânia (20/02). Foto: APAtivistas retiram manifestante ferido em meio a choques com a polícia em Kiev, Ucrânia(20/2). Foto: APManifestantes mostram rosto de vítima morta em confrontos na Praça da Independência, em Kiev, Ucrânia (20/2). Foto: APManifestante antigoverno segura arma de fogo em barricada perto da Praça da Independência, em Kiev, Ucrânia (20/2). Foto: APManifestante antigoverno joga coquetel molotov durante embates com a tropa de choque na Praça da Independência, em Kiev, Ucrânia (19/2). Foto: APManifestante antigoverno dispara fogos de artifício de arma improvisada durante confrontos com tropa de choque em Kiev, Ucrânia (19/2). Foto: APProtestos na Ucrânia geram onda de violência em Kiev, capital do país (19/02). Foto: APManifestante caminha por zona de conflito com a polícia em Kiev, capital ucraniana (19/02). Foto: APCom capacete, manifestante descansa após confronto com policiais na Ucrânia (19/02). Foto: APPadre ortodoxo reza em barricada de manifestantes em Kiev, Ucrânia (19/02) . Foto: APManifestantes e policiais se enfrentam em Kiev, capital da Ucrânia (19/02). Foto: APUcraniana mostra retrato do presidente Viktor Yanukovych durante protestos em frente ao prédio do Parlamento Europeu em Brussels, Ucrânia (19/02). Foto: APMonumentos aos fundadores de Kiev queimam enquanto manifestantes entram em choque com polícia na Praça da Independência, na Ucrânia (18/2). Foto: APManifestantes antigoverno entram em confronto com tropa de choque na Praça da Independência, na Ucrânia (18/2). Foto: APManifestante antigoverno corre durante confrontos com a tropa de choque na Praça da Independência, em Kiev (18/2). Foto: APManifestante antigoverno acaba sendo queimado durante conflito em  frente ao Parlamento da Ucrânia, em Kiev (18/02). Foto: APPolícia de choque é atingida por fogo durante onda de protestos na Ucrânia (18/02) . Foto: APManifestante atira pedra em tropa da polícia na Ucrânia, durante onda de protestos em Kiev (18/02). Foto: APPoliciais e manifestantes se enfrentam durante conflito em Kiev, capital ucraniana (18/02). Foto: APPolicial ajuda colega ferido durante onda de protestos na Ucrânia (18/02). Foto: APManifestante encontra 'cobertura' em meio ao conflito com policiais em Kiev, Ucrânia (18/02). Foto: APManifestante joga coquetel molotov durante manifestações contra o governo em Kiev, Ucrânia (18/2). Foto: APManifestantes antigoverno deixam prefeitura de Kiev (16/2). Foto: APManifestantes ocuparam prefeitura de Kiev por três meses (16/2). Foto: APPartidários da oposição com uniformes militares e segurando bastões como armas fazem fila em frente de prédio do governo em Kiev, Ucrânia (4/2). Foto: APTropa de choque fecha área perto de barricadas que vão até a Praça da Independência, em Kiev (3/2). Foto: APManifestantes protestam contra governo da Ucrânia na capital, Kiev (1/2). Foto: Gleb Garanich/ReutersOpositor olha é visto enquanto se aquece perto de fogo em barricada próxima à Praça da Independência, em Kiev (31/1)
. Foto: APTendas de manifestantes antigoverno são vistas na Praça da Independência em meio a uma temperatura de -19°C no centro de Kiev, Ucrânia. Foto: ReutersManifestante guarda barricadas em frente de tropa de choque em Kiev, Ucrânia (29/1). Foto: APManifestante coloca placas de aço caseiras no peito ao se preparar para sair do Ministério da Agricultura em Kiev, Ucrânia (29/1). Foto: APManifestantes descansam atrás de barricada em frente de tropa de choque em Kiev, Ucrânia (28/1). Foto: APManifestantes montam guarda na entrada do Ministério da Justiça com ícones que encontraram dentro do prédio no centro de Kiev, Ucrânia. Foto: APPadres ortodoxos rezam enquanto ficam entre ativista pró-UE e a polícia no centro de Kiev, Ucrânia (24/1). Foto: APManifestante usa enorme estilingue para lançar coquetel molotov contra a polícia 
em Kiev (23/1). Foto: APManifestantes usam enorme estilingue para jogar pedras contra a polícia no centro de Kiev (23/1). Foto: APManifestante lança fogo de artifício contra a polícia na capital ucraniana (23/1). Foto: APManifestante joga pneus no fogo durante confronto com a polícia no centro de Kiev, Ucrânia (23/1). Foto: APManifestante prepara arremesso de coquetel molotov durante confrontos com a polícia no centro de Kiev, Ucrânia (22/1). Foto: APManifestantes entra em confronto com polícia no centro de Kiev (22/1). Foto: APManifestantes entram em confronto com tropa de choque no centro de Kiev, Ucrânia (22/1). Foto: APManifestante aponta arma durante confrontos com a polícia na capital da Ucrânia (22/1). Foto: APPolícia se prepara para entrar em confronto com manifestantes em Kiev, capital da Ucrânia (22/1)
. Foto: APManifestantes entram em choque com a polícia no centro de Kiev, Ucrânia (22/1). Foto: APPolicial bate em manifestante no centro de Kiev, Ucrânia (22/1). Foto: APPneus ficam em chamas na rua após serem incendiados por manifestantes em Kiev, Ucrânia (22/1)
. Foto: APManifestantes usam fogos de artifício durante choques com a polícia no centro de Kiev, Ucrânia (22/1). Foto: APManifestantes lançam pedras durante confrontos com a polícia no centro de Kiev, Ucrânia (22/1). Foto: APManifestantes usam fogos de artifício durante confrontos com a polícia na Ucrânia (21/1). Foto: APManifestantes usam escudos improvisados para entrar em choque com a polícia em Kiev (21/1). Foto: APManifestantes protegidos com armaduras improvisadas se preparam para brigar com a polícia em Kiev (20/1). Foto: APManifestantes protegidos com armaduras improvisadas se preparam para brigar com a polícia em Kiev (20/1). Foto: AP

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“Só posso descrever isso como uma invasão militar e uma ocupação”, disse Avakov por meio de um post no Facebook nesta sexta-feira. Ele afirmou que os aeroportos estavam sendo controlados pelas tropas navais da Rússia.

Jornalistas da Associated Press encontraram, ao se aproximarem do aeroporto em Sevastopol, um bloqueio na estrada com dois caminhões militares e um punhado de homens armados em uniformes de camuflagem e rifles.

No aeroporto, voos comerciais pousavam e decolavam normalmente apesar dos homens armados. Em Kiev, capital da Ucrânia, o Parlamento adotou uma resolução exigindo que a Rússia pare de violar a soberania da Ucrânia e sua integridade territorial, pedindo ao Conselho de Segurança da ONU para realizar uma reunião sobre a crise

Os ministérios de Relações Exteriores e da Defesa da Rússia não se pronunciaram sobre o assunto. As agências de notícias estatais do país RIA Novosti e Interfax citaram um funcionário não identificado que negou o envolvimento da frota russa no Mar Negro, dizendo que os soldados russos na Crimeia não se deslocaram aos aeroportos e negaram que o Exército esteja no controle por lá.

A tensão aumenta

As relações entre a Rússia e a Ucrânia têm sido tensas desde que Yanukovych foi afastado do poder. Ele está sendo procurado pelo crime de homicídio em massa na Ucrânia e pediu asilo político para o governo russo. 

Essas tensões têm sido particularmente evidentes na Crimeia, onde há um apoio popular maior a um governo pró-Rússia. Na quinta-feira (27), o presidente interino ucraniano, Olexander Turchynov, alertou a Rússia contra qualquer tentativa de "agressão militar" na Crimeia.

Turchynov disse que as tropas da frota russa do Mar Negro não estão autorizados a operar além de sua base naval na cidade costeira de Sebastopol. A advertência foi feita depois de homens armados tomarem o Parlamento regional em Simferopol, palco de confrontos entre grupos pró e anti-Rússia, no início desta semana.

O Parlamento da Crimeia disse que pretende organizar um referendo sobre a reivindicação de mais autonomia do governo central em Kiev. Os EUA alertaram contra qualquer intervenção militar por parte da Rússia. 

*Com AP e BBC

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