Dilma decide cancelar viagem de chefe de Estado aos EUA em outubro

Por Luciana Lima - iG Brasília | - Atualizada às

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Em nota, presidente diz que 'práticas ilegais' de espionagem não dão condições para realização da visita

A presidente Dilma Rousseff decidiu não realizar a visita de Estado que faria aos EUA em outubro. A presidente considerou insuficientes as repostas dadas pelo governo norte-americano em relação aos episódios de espionagem que atingiram inclusive contatos pessoais da própria presidente.

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AP
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Em nota divulgada posteriormente, a presidente afirmou que "as práticas ilegais de interceptação das comunicações e dados de cidadãos empresas e membros do governo brasileiro constituem fato grave" que seriam incompatíveis com "com a convivência democrática entre países amigos".

"Tendo em conta a proximidade da programada visita de Estado a Washington - e na ausência de tempestiva apuração do ocorrido, com as correspondentes explicações e o compromisso de cessar as atividades de interceptação - não estão dadas as condições para a realização da visita na data anteriormente acordada", escreveu na nota.

A decisão de suspender a viagem ocorreu mesmo após a ligação do presidente dos EUA, Barack Obama, na tarde de segunda-feira (16). Na ligação, Dilma deixou claro que, para atender ao convite do governo norte-americano, teriam que ser criadas “condições políticas”. Para isso, era necessário que os norte-americanos informassem à presidente sobre todos os dados e conteúdos acessados e monitorados no Brasil.

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Em vez disso, o governo norte-americano se limitou a uma resposta protocolar, mesmo com o compromisso de Obama de cuidar pessoalmente das explicações. Como o acesso aos dados espionados não ocorreu, Dilma decidiu cancelar a viagem.

Na nota, Dilma acrescentou que a visita foi adiada, "pois os resultados desta visita não devem ficar condicionados a um tema cuja solução satisfatória para o Brasil ainda não foi alcançada".

Segundo reportagem veiculada pela TV Globo, o programa de monitoramento da Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA, sigla em inglês) espionou emails, telefonemas e mensagens da presidente brasileira. As informações foram divulgadas com base em documentos fornecidos por Edward Snowden , ex-funcionário terceirizado da NSA. Uma outra reportagem apontava também que a Petrobras teria sido alvo da agência.

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