Novo premiê do Paquistão toma posse e pede fim de ataques com drones

Por iG São Paulo |

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Em discurso aos parlamentares após sua formalização no cargo, Nawaz Sharif prometeu estabilizar a economia do país

O novo primeiro-ministro do Paquistão tomou posse nesta quarta-feira (5) prometendo estabilizar a problemática economia do país e pedindo o fim dos ataques feitos com aviões não tripulados (drones) dos EUA em áreas tribais. Nawaz Sharif foi eleito para um terceiro mandato como premiê do país cujo eleitorado está cada vez mais frustrado com corrupção, inflação e desemprego.

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Reuters
Recém-eleito primeiro-ministro Nawaz Sharif chega à residência oficial depois de ser empossado

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Ele também deve controlar uma relação complicada do país com os EUA, país que deixou muitos paquistaneses furiosos pelo uso de drones para matar militantes que se escondem nas regiões tribais perto da fronteira com o Afeganistão.

"Essa rotina diária de ataques de drones, esse capítulo deve ser encerrado", disse Sharif durante o pronunciamento ao parlamento, logo após sua eleição. "Respeitamos a soberania dos outros. É obrigatório que os outros, então, respeitem a nossa soberania."

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Ele, entretanto, deu poucos detalhes sobre como pretende fazer com que se encerre a política de ataques com aviões não tripulados. Muitos no Paquistão dizem que ataques com drones matam civis inocentes - algo que os EUA minimizam - e acabam por provocar mais extremismo daqueles que desejam responder as ações americanas.

Os EUA consideram os ataques vitais para combater militantes de redes terroristas como a Al-Qaeda, que usam as áreas tribais do Paquistão para se proteger.

Durante seu discurso, Sharif também reconheceu a dimensão dos problemas que deverá enfrentar e prometeu ação. "Farei o meu melhor para mudar o destino do povo e do Paquistão", disse.

Fontes: Ataque de drone mata número dois do Taleban paquistanês

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Sharif recebeu 244 votos dos 342 membros do parlamento, retornando ao cargo que obteve duas vezes durante os anos 1990 antes de ser derrubado por um golpe militar em 1999. A votação desta quarta-feira foi uma formalidade após a vitória do partido de Sharif nas eleições parlamentares de 11 de maio.

Sharif enfatizou que estabilizar a economia do país era a prioridade máxima. Ele listou uma série de problemas que o país enfrenta, como o não pagamento de empréstimos, o desemprego, a desilusão da juventude, o extremismo e a corrupção.

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Outra dificuldade que afeta o Paquistão é uma crise de energia sem precedentes. Nos últimos cinco anos, apagões - alguns com duração de até 20 horas - atingiram o país. As empresas lutam para achar uma forma de tocar seu negócio sem poder contar com uma fonte confiável de energia.

Com AP

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