Ministro das Relações Exteriores da França afirma estar chateado pelo fato de decisão tomada por exército argelino de invadir campo no domingo estar sendo questionada

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Foto de 19/04/2005 mostra campo de gás de  Ain Amenas na Argélia, onde militantes islâmicos fizeram reféns em 16 de janeiro de 2013
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Foto de 19/04/2005 mostra campo de gás de Ain Amenas na Argélia, onde militantes islâmicos fizeram reféns em 16 de janeiro de 2013

O ministro das Relações Exteriores da França, defendeu neste domingo a forma como a Argélia lidou com um sequestro em uma fábrica de gás, dizendo que o número de mortos em um ataque contra os sequestradores era "muito alto", mas autoridades haviam enfrentado uma "situação intolerável".

Militantes islâmicos entraram na usina no deserto do Saara na quarta-feira (16), tomando um grande número de reféns. Detalhes ainda estão emergindo do que aconteceu quando o exército argelino lançou um ataque final para acabar com o cerco no sábado.

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"O que todos precisam saber é que esses terroristas que atacaram esta planta de gás são assassinos que saquearam, estupraram e mataram. A situação era insuportável", disse o chanceler Laurent Fabius.

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"É fácil dizer que isto ou aquilo deveria ter sido feito. As autoridades argelinas tomaram uma decisão e o número é muito alto, mas eu estou um pouco chateado... quando a impressão dada é que os argelinos são questionáveis. Eles tiveram que lidar com terroristas", disse ele em entrevista à rádio Europe 1.

Governo da Argélia, disse no domingo que o número de mortos no ataque subiria a partir da estimativa inicial de 23.

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