Temor de segurança suspende maioria dos voos do Boeing 787 Dreamliner

Por iG São Paulo |

compartilhe

Tamanho do texto

Com exceção de uma companhia aérea, todas as demais param operação com aeronave que vem apresentando série de problemas desde seu lançamento, em outubro

Companhias aéreas suspenderam o uso de seus Boeing 787 Dreamliner em meio a contínuos problemas de segurança. A Qatar Airways se uniu ao Chile e à Índia em parar temporariamente os voos com o 787, depois de autoridades dos EUA e da Europa terem ordenado a suspensão das operações com a aeronave.

Dreamliner: Boeing 787 faz pouso de emergência no Japão após problema na bateria

AP
Avião fez pouso de emergência no Japão após registrar problema na bateria (16/01)

Quarta: Agência dos EUA ordena suspensão de voos do Boeing 787

A Boeing reagiu afirmando que os aviões eram seguros e defendeu a integridade do Dreamliner, que começou a operar em outubro. Mas uma série de problemas levantaram questões sobre a aeronave.

Nos últimos dias, questões como vazamentos de combustível, problemas elétricas, falha em computador de freio e rachaduras em janela do cockpit atingiram o primeiro avião do mundo com estrutura de compósito de carbono. No entanto, seus problemas na bateria é o que vêm causando mais preocupação.

Na quarta-feira, um Boeing 787 da ANA (All Nipon Airways) foi forçado a fazer um pouso de emergênciano aeroporto de Takamatsu, no Japão, após registrar problemas na bateria. Isso fez a empresa suspender as operações de todos os seus 17 Dreamliners, sendo seguida pela Japan Airways. Alarmes indicaram superaquecimento na bateria principal, que causou um cheiro de queimado na cabine. No dia 7 em Boston (EUA), o mesmo problema havia sido identificado em outro 787, da Japan Airlines, que estava parado na pista.

Vídeo: Boeing 787 aborta decolagem por vazamento de combustível

Ao emitir sua diretiva, a Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês) dos EUA disse que a Boeing terá de demonstrar que as baterias do 787 "são seguras" antes de os voos poderem ser retomados. A FAA pretende trabalhar com a Boeing e as companhias aéreas para desenvolver um "plano de ação corretiva" para permitir que o 787 retome a operação nos EUA "o mais rápido e da forma mais segura possível".

Até agora, apenas uma das companhias aéreas que operam o Boeing 787 não suspendeu a operação com a aeronave. A ação de emergência da FAA - um movimento na aviação comercial que não é visto nos EUA desde 1979 - intensificou a crise em torno da gigante aeroespacial, que tem articulado muito do seu futuro financeiro no modelo 787.

O presidente da Boeing, Jim McNerney, disse que a empresa está "empenhada em apoiar a FAA e encontrar respostas o mais rapidamente possível." A Boeing está trabalhando "o tempo todo com os seus clientes e as diversas autoridades reguladoras e de investigação", disse McNerney em um comunicado.

Ele destacou que "o 787 é seguro" e a empresa está "atrás de sua integridade global", acrescentando que a Boeing "lamenta profundamente o impacto" sobre as companhias aéreas e os passageiros.

*Com BBC e Reuters

Leia tudo sobre: boeing 787dreamlineraviação

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas