Paquistão prende nove suspeitos de atentado contra ativista de 14 anos

Polícia paquistanesa acusa Atta Ullah, 23 anos, de estar por trás de ataque contra adolescente que lutava pelos direitos femininos em região dominada pelo Taleban

iG São Paulo |

A polícia do Paquistão prendeu nove pessoas suspeitas de terem participado no atentado contra Malala YOusufzai, uma menina de 14 anos que lutava pelo direito das mulheres frequentarem as escolas em região dominada pelo Taleban. O governo paquistanês afirma também que as autoridades já indentificaram os homens que teriam disparado contra a adolescente.

AP
Malala Yousufzai, baleada pelo Taleban, é vista em hospital no Reino Unido

Segundo as investigações, Atta Ullah, de 23 anos e natural o vale de Swat, é o principal suspeito de coordenar o ataque contra Malala. Segundo a polícia, ele era estudante de química em uma faculdade local e tinha contato com membros do Taleban que dominam a região. A noiva de Ullah, sua mãe e irmão também foram presos suspeitos de terem facilitado a ação.

Ainda não está claro se Ullah foi o autor dos disparos que feriu gravemente a adolescente ou se ele teria organizado o atentado. Malala recebeu dois tiros, um na cabeça e outro na nuca. Ela foi submetida a uma cirurgia e atualmente se recupera bem em um hospital de Birmingham, na Inglaterra.

Em um comunicado emitido pelo hospital, os médicos disseram que o estado de Malala era estável. A rede de televisão ITV também informou que os enfermeiros estavam tentando fazer com que ela ouça a voz de seu pai pelo telefone, embora ainda não consiga falar. "Sabemos que houve algum dano em seu cérebro, mas ertamente não físico, não houve déficit em termos de função", disse, citando um porta-voz.

Ativista

Malala tornou-se conhecida ainda em 2009, aos 12 anos, quando manteve o blog Diário de uma estudante paquistanesa na BBC Urdu. Na época ela comentava os impactos na comunidade das medidas do Taleban, que naquele ano havia fechado mais de 150 escolas para meninas, e explodido outras cinco na região do vale de Swat.

Um porta-voz do Taleban confirmou que o grupo é responsável pelo ataque a Malala, sob a justificativa de que a menina é "anti-Taleban e secular, e não poderia ser poupada".

Com CNN e AP

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